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Desafio de Escrita

Tema 3 - Rita

08
Jul21

Já não sabia há quanto tempo não dormia, não saía do quarto nem se lembrava quando fora a ultima vez que tomara banho ou comera. A colega de casa havia desistido de lhe bater à porta e tentar fazê-la comer qualquer coisa.
 -"Não aguento mais contigo!"- afirmou enquanto o atirava para longe, mas o que queria mesmo era arrancar o coração e fazer o que fez com o diário! Mais uma vez fora iludida por ele!
Sempre se apaixonou rapidamente, e sempre acabou por se magoar. Não percebia porque ainda se deixava levar pela cantiga do bandido!

Conheceu-o num dos encontros semanais de amigos. De repente, apareceu ele, de mota, sem tirar o capacete fez sinal ao namorado da sua melhor amiga. Nunca o tinha visto antes. Lembra-se de pensar "que mal educado, nem o capacete tira para cumprimentar!". Não lhe deu importância nenhuma até que os seus olhares se cruzaram e percebeu, sem saber como nem porquê, que estaria ligada a ele para sempre... o que ela não sabia era que ele sentira o mesmo.
Dali a serem apresentados como deve ser ainda levou algum tempo. E de se conhecerem até terem algo mais tempo passou. No entanto havia sempre aquele embrulho no estômago cada vez que se cruzavam nas reuniões todas as semanas. Só se viam ao fim de semana e ainda assim aquela chama ia crescendo. Sabiam que teriam de ficar juntos um dia, só não sabiam quando.

Tinha passado quase um ano quando recebeu uma mensagem de um número desconhecido. Normalmente ignorava, pensando ter sido engano. Mas aquela mensagem era diferente... era de alguém que a conhecia...
Foi automático: quando deram o primeiro beijo foi como se sempre se tivessem conhecido. Como se os seus corpos tivessem estado desde sempre à espera um do outro.
O tempo foi passando e sempre se sentiram felizes, como um velho casal, já se conheciam de uma ponta à outra. Tinham sido feitos um para o outro. Um completava o outro e estavam verdadeiramente apaixonados.

Um dia, após terem feito amor, ao acordar na cama percebeu que estava sozinha e na almofada dele encontrou uma rosa, e por baixo uma folha: "Desculpa, mas não podemos ficar juntos como queria... Amo-te."... Toda a paixão que sentiam, todo o amor, pareciam não valer nada afinal.
Ficou ali deitada horas a olhar para a rosa. Não para as linhas que ele deixou escritas. Não conseguiu mais tirar aquelas palavras da cabeça, mas para a rosa. Ele nunca lhe havia oferecido flores...

 

Rita escreve aqui

 

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