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Desafio de Escrita

Tema #13 Outra

13
Dez19

Não vou mentir. Este foi de longe o pior tema que me podiam propor para escrita. Não que não goste de cinema, gosto. Mas não me lembro assim ao detalhe dos fins dos filmes a ponto de os reescrever. Os que gosto muito, não lhes mexia nem um bocadinho. Um exemplo é o Forrest Gump. Antigo, eu sei. Mas também já sou...

Daqueles filmes que poderia reescrever o final, lembrei-me da cinderela...vou tentar...

Na versão clássica, quando soam as doze badaladas, o feitiço desfaz-se e a cinderela fica sem o belo vestido que usou para levar ao baile  e sem a carruagem para a levar de volta a casa (porque se transforma em abóbora). Mas deixa para trás um dos sapatinhos de cristal que levava calçados...No dia seguinte, o príncipe pega no tal sapatinho e percorre o reino à procura do pé em que ele calça na perfeição. E a felizarda é a Cinderela, pois claro! Casa com o príncipe e são felizes para sempre!

Na minha versão , quando soam as doze badaladas, tudo se transforma em abóboras, o vestido, a carruagem e os sapatos. Então, no dia seguinte, o príncipe, tendo ficado muito desconcertado com a quantidade de abóboras na escadaria do seu palácio, pensou  e pensou como poderia encontrar aquela doce rapariga que tinha dançado com ele?! Não havia pista nenhuma acerca dela, nada de nada. Ele lançou um repto ao reino : a donzela que soubesse transformar aquelas abóboras em algo com sabor divino, teria uma grande recompensa...Cinderela apresentou-se no palácio e fez doce de abóbora, que o príncipe provou e adorou. Embora a tivesse reconhecido logo, deixou-a fazer a sua magia, e como combinado pagou-lhe a recompensa que tinha prometido. Ela recebeu e foi-se embora. Arrranjou uma pequena casa e passou a fazer doce de abóbora para vender para todo o reino, tornando-se auto-suficiente. Viveu feliz para sempre, sem principe mas com a melhor companhia, a dela própria!

Tema da semana: Reescreve o final de um filme

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Tema #13 Drama Queen

13
Dez19

American History X tradução América Proibida

Este filme fala de racismo como “lideres” aproveitam as fragilidades de jovens facilmente impressionáveis para implementar uma doutrina neo-nazista na sua forma de viver.

O filme acaba com um final trágico e muito surpreendente mas eu infelizmente gosto de finais felizes. A personagem Danny Vinyard não morre com um tiro ao ultimo minuto a pessoa que está com arma na mão faz só o gesto como disparasse a arma a sua cabeça, apesar de não morrer Danny vê a sua vida em um segundo. De seguida vai entregar o trabalho ao Professor e falam sobre formas de participar positivamente na comunidade para radicar o racismo.

Tema da semana: Reescreve o final de um filme

Drama escreve aqui

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Tema #12 FatiaMor

12
Dez19

Se vocês soubessem,
Como tudo aconteceu
Diriam que logo sem demora
Que todo o mundo ensandeceu

Estas alminhas perdidas
Por Portugal espalhado
Por vias de um casamento
Haviam de se ter encontrado

E agora quem os vê
Logo pela manhãzinha
Um caracol atarefado
E logo todos dizem... É maluquinha! 

Bom dia a quem se levanta
E todos logo refilam
O café ainda mal saiu
E há que lhe enfie... Gengibre

Mas há comboios para apanhar
E quem convide para um café
Vamos todos, não falha um
Toca a trabalhar, pois é!

Estudasses... Alguém diz
Quando gabam a boa vida
E a quem vai de férias, já sabe
Sai um ódio(zinho) na rifa!

Logo sai uma piada
Trocadilho de má intenção
Todos riem e acertam
A clara presunção

Sai cacete, regueifa
Joaninhas e coisas que tal
Soubessem vocês do que se fala
E já tinham levado a mal

Mas ali nada se diz
Que traga desaforo ou tristeza
Enxugam-se lágrimas
Dão-se abraços
É às vezes,
Nem se diz nada, com certeza! 

Mas estamos lá ao acordar,
Ao almoço
E ao jantar
Do bom dia ao boa noite
Não paramos de piar.

E agora desculpem lá,
Que isto hoje saiu tardinho
Mas antes tarde e cá fora
Do que piar de fininho!

Piu piu... Que estes pássaros não se calam.

 

Tema da semana: Estes pássaros não se calam

FatiaMor escreve aqui

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Tema #13 Miluem

12
Dez19

Nota Introdutória 

Isto de pedir a uma "rascunhadeira" de 1/4 de tijela para reescrever o final dum filme, parece coisa do demo, mas não é!!!!!

Foram os pássaros

Vejam lá do que raio eles se foram lembrar para esta semana!

Para a semana que vem, pelo andar da coisa, deve ser ainda pior...

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A espera e os nervos estavam a angustiar João, olhou em volta, as paredes pareciam estar a aproximar-se... era uma ilusão de ótica, mas parecia tão real...

 

Dantes não era uma pessoa nervosa, na verdade, nem entendia as pessoas com essas doenças, achava que o verdadeiro problema delas era o facto de se acomodarem e não terem amor próprio e força de vontade para enfrentarem a vida.

 

Começou a divagar pela sua vida antes desta se ter tornado numa cadeia montanhosa, plena de picos e vales.

 

Recordou a vinda para a cidade para tirar o curso profissional, que lhe permitiu trabalhar e sustentar-se durante a frequência da universidade, as experiências, as pessoas e lugares que conheceu…


Sempre foi um lutador!

 

Quando saiu da universidade, arranjou um novo trabalho de imediato e na sua área, os conhecimentos adquiridos no curso profissional, postos em prática no trabalho anterior e consolidados na universidade, deram-lhe a vantagem de conhecer a teoria e a prática.

 

Trabalhou horas a fio, subiu na carreira, por vezes negligenciando a vida pessoal. Estava prestes a alcançar o patamar profissional que era seu por direito e competência, quando a saúde começou a ceder.

 

Começou a ter sintomas idênticos àqueles que sempre criticou e desvalorizou nos outros, até nos amigos, a sua incompreensão e ideias pré-concebidas levou ao afastamento de alguns!

 

Durante muito tempo rejeitou a doença, os outros estavam errados, não ele, não procurou ajuda atempada, até ao dia em que foi obrigado …

 

O Psiquiatra que o acompanha desde que que se viu obrigado a admitir que estava doente, entra e escuta-o atentamente, os medicamento estão a controlar o Síndrome de Burnout, está a reagir positivamente ao tratamento, nos dias mais complicados, já não se deixa ir abaixo como antes.

 

Sai do consultório mais tranquilo e esperançoso na recuperação e no futuro.

 

Enquanto espera o Metro, uma senhora idosa aproxima-se e começam a conversar sobre a vida, a conversa continua durante a viagem e saiem na mesma estação.

 

No dia seguinte no duche, depois da corrida matinal enquanto a água quente bate e desliza pelas costas, João volta a sentir-se feliz, já há muito tempo que não conhecia aquele sentimento.

 

A conversa com o Médico tinha-o deixado animado, mas as palavras daquela Senhora tinham-lhe dado uma nova perpectiva da vida.

 

Olha para o relógio, está atrasado!

 

São horas de ir trabalhar!

 

Tema da semana: Reescreve o final de um filme

Miluem escreve aqui

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Tema #13 FatiaMor

12
Dez19

João acordou alagado em suor. A estranheza domava-lhe os sentidos e sentia uma inadequação instintiva que lhe pareciam gritar aos ouvidos para fugir dali.
Colocou-se em pé, olhou à sua volta e reconheceu o quarto que fora o seu, por muitos anos. Tantos quantos a alegria ilusória de que vivera um casamento recíproco lhe tinha permitido viver. Tudo estava igual e profundamente diferente. O lugar era o seu. A vida não.
Recordar-se daqueles tempos trouxera-lhe uma dor lancinante. As memórias começaram a moldar o espaço e viu, novamente, tudo no seu devido lugar. Sentiu o beijo acalorado da Maria na sua cara, enquanto as suas mãos lhe rodeavam a cintura. A conversa fútil fluía-lhe, como se acontecesse naquele momento em que voltavam a organizar o seu dia em torno do jantar de gala do hospital, naquela noite. O vestido vermelho, pendurado no cabide atrás da porta fazia conjunto engalanado com o smoking que iria levar.
O barulho de alguém a tentar entrar em casa, acordou-o e modificou radicalmente a cena para os dias seguintes, para o pesadelo que se seguira.
Olhava para a cama desfeita para os ver, a ambos, despidos, suados, prazer estampado no rosto. O horror no seu. Pegou no abre cartas e espetou-o enraivecidamente nos dois corpos, ainda no torpor do prazer, entregues ao sono. Nada o parou. Nem os gritos, nem o sangue quente que manchou todo o quarto.
João regressou ao quarto onde estava, agora limpo, e respirou de alívio. O pesadelo tinha acabado. O ar entrou nos seus pulmões e fê-lo tossir forte e longamente. Aquele filme tinha que mudar na sua mente. Viu Maria a fazer as malas, a dizer-lhe que já não o amava, que iria fugir. Viu e reviu esse final, todos os detalhes, ao ponto de se convencer que era real. A polícia entrou e levou-o para o hospital, enquanto ele balbuciava que ela o tinha abandonado. Maria, petrificada, assistiu à sua saída. O seu marido levava na mão um abre cartas...

Tema da semana: Não nasci para isto

FatiaMor escreve aqui

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Tema #13 - A Caracol

12
Dez19

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O vento soprava furioso e impedioso, arrastando consigo o inverno gelado. 

Ana, que mal conseguia andar, vislumbrou ao longe Kristoff e forçou as pernas na sua direção. 

Ao mesmo tempo, Hans desembainha a sua espada para o último e derradeiro golpe: aniquilar uma Elsa vulnerável. 

Numa última tentativa de fazer o que está certo, num último grande gesto de amor verdadeiro, Ana defende a irmã, congelando ao último suspiro. 

- Resultou? - pergunta por cima do ombro.

- Tal como previste querida. És um génio! Mas... E agora? Ela não vai descongelar, já que este foi o seu último acto de "amor verdadeiro?" - questionou Hans. 

- Querido, por algum motivo eu nasci com poderes e não a tonta da minha irmã. 

Aproximando-se da estátua gelada de Ana, Elsa canta sinistramente enquanto pequenos flocos de neve que saem das suas mãos se acomodam na pele gelada da irmã: 

Vem fazer bonecos de neve?
Há um que é só teu

- Magnífico! - aplaude Hans - E... os outros? - questiona apontando para Kristoff, Olaf e Sven. 

Elsa encara, pela primeira vez depois daquele momento, os três pares de olhos que a fitavam com desconfiança, horror e estupefacção. 

Numa atitude algo teatral e cuidadosamente encenada, pergunta: 

- Oh! Não me apercebi que estavam aí... Que horror! Que fui eu fazer? A minha única irmã...! 

Olaf abriu a boca para tentar falar, mas um raio de gelo atingiu-o antes sequer de o conseguir fazer. 

O mesmo aconteceu à rena e ao dono, eternamente convertidos em estátuas geladas, quedas e mudas. Para sempre petrificados. 

- Achas que cabem no jardim do palácio, querido? Não me apetecia olhar para eles sempre que estiver no salão. 

- Arranja-se maneira, meu pequeno floco de neve. Tratas da nuvem de inverno para os manter assim e eu trato de os colocar a decorar o jardim. Vai ficar lindo no Natal! 

Tema da semana: Reescreve o final dum filme

A Caracol escreve aqui

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Tema #13 Peixe Frito

12
Dez19

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Em um filme de zombies, cuja existência foi causada por um vírus de laboratório que gerava a mutação nas pessoas, era de esperar que o final do filme mostrasse a cura. E assim foi. Alice, a única com o antídoto contra a bicheza que gera zombies como uma linha de espetos vira frangos ao lume, descobriu como curar os zombies e salvar a humanidade. Em pleno ambiente de caos e destruição, Alice foi à Fábrica de Chocolate falar com o Willie Wonka e conseguiu o seu contributo: saiu de lá artilhada com doces, dippers, pinta línguas de amora, até aos dentes. Como arsenal, aviões que polvilhavam açúcar em pó e petazetas pelo mundo e, o armamento pesado: rebuçados com o interior ácido, para os zombies mais exigentes de paladar e bombas de marshmallow fofinho, daqueles torcidinhos. Assim foi a vez dela de gerar o caos no mundo e aterrorizar os zombies. Depois de muita punhada e de enfiar rebuçados pelas goelas abaixo dos zombies, era vê-los a transmutarem-se em ursinhos carinhosos, unicórnios alados e a expelirem arco-íris pelo rabo. Outros, tão eufóricos por consumirem ursinhos goma e em êxtase por por fim meterem a reforma aos seus dias de zombie, acabavam por perecer, explodindo em toneladas de purpurinas e borboletas por todos os cantos, causando o renascer da natureza já quase extinta, árvores de algodão doce, erva com chupa chupas, pavimento com arroz doce e canela e riachos de água doce. Foi lindo de se ver e assistir. O mundo a ganhar nova vida como uma cambada de hiperactivos, dado o excesso de açúcar a correr nas suas veias! Nunca a vida teve tantas cores e emoção!

E que aconteceu à Alice? A Alice ficou em ponto de rebuçado ao ver aquilo tudo a acontecer com a sua ajuda. Humilde como só ela sabe ser, pendurou os caramelos e as armas de distribuir pez e foi tomar um banho em uma fonte de fondue de chocolate, vivendo feliz para sempre, a comer chocolates com recheio de menta e com a sua carteira de clientes a aumentar de dia para dia, pois Alice decidiu continuar a ajudar a humanidade, formando-se em estomatologia.

 

Tema da semana: Reescreve o final de um filme

Peixe Frito escreve aqui

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Tema #13 Belinha

12
Dez19

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Batalha final. Três homens avançam apressados. São interceptados pelo Homem Formiga.

 

 

HOMEM FORMIGA 

(surpreendido)

Sr. Scorsese?!

 

SCORSESE 

(olhando em volta)

Deve estar a confundir-me com alguém. 

 

HOMEM FORMIGA 

E tu, baixote? Quem és? Tens um ar engraçado! 

 

TOMMY

(irritado) 

Engraçado? Engraçado como? Como um palhaço? Divirto-te? É? 

 

SCORSESE 

Deixa-o, Tommy. Não estamos no Bamboo Lounge.  

 

Homem Formiga 

(examinando Bill the Butcher)

Chapéu alto, amigo?! Algum casamento hoje? 

 

BILL THE BUTCHER 

Amigo? A que gangue pertences tu? Pelas antigas leis do combate nos juntámos neste chão sagrado para resolver para sempre quem governará os Cinco Pontos. 

 

HOMEM FORMIGA 

Cinco Pontos? As Jóias do Infinito, queres tu dizer. Não são cinco, idiota, são seis.

 

BILL THE BUTCHER

(irado) 

Idiota és tu. Cada um dos Cinco Pontos é um dedo. Se fechar a minha mão ela torna-se um punho. E se me apetecer, posso dar-te um murro. 

 

Scorsese

(Interpondo-se entre ambos) 

Pára, Butcher. Temos mais que fazer. Vamos.

 

HOMEM FORMIGA

(para Scorsese)

Gostava mesmo de um autógrafo seu mas estou atrasado. Cuide-se!

 

Levanta voo. 

 

Os três caminham de novo.Scorsese guia-os. 

 

 

TOMMY 

Ainda não entendi que guerra é esta... 

 

SCORSESE 

Uma que temos de vencer. Trouxeste-o? 

 

TOMMY  

Sim, está no meu bolso.

Bate com a mão direita no peito. 

 

SCORSESE 

(para Butcher)

E tu? 

Ergue a mão que segura um cutelo. 

 

SCORSESE 

Isto é um parque de diversões, Tommy. 

 

TOMMY  

De que falas? 

 

SCORSESE 

Deste universo cinematográfico em que nos encontramos. Cheira a estagnação. Não sentes? 

 

TOMMY  

Chefe, eu estou morto. Não sinto lá grande coisa. 

 

SCORSESE 

A arte está morta. Mas nós vamos resolver isso.

 

 

Interrompem a marcha. Scorsese aponta Thanos e o Homem de Ferro que lutam.

 

 

SCORSESE 

São eles.

 

TOMMY 

Chefe, a quem aplico a solução que dei ao Morrie? Ao grandalhão? 

 

SCORSESE 

Ao “baixote”.

Tommy sorri.

 

 

O Homem de Ferro está de joelhos no solo. Tommy aproxima-se por trás. Agarra-o pela testa.Espeta-lha o picador de gelo na nuca. Ele cai por terra. 

 

SCORSESE

(para Bill)

Corta, Butcher.

Bill atira o cutelo ao ar. Ele dá voltas e cai,cortando o braço do Homem de Ferro. 

 

 

Scorsese agarra o antebraço com as Jóias do Infinito.Ergue-o acima da cabeça. 

 

SCORSESE

Hoje o reinado da Marvel será apagado para sempre. Em nome da arte.

 

Desaparece.

 

SCORSESE transpõe a 4ª parede.

 

SCORSESE

(para o público)

Thanos sabia: enquanto existirem os que se lembram como foi, não aceitaremos o que poderá ser.

 

Estala os dedos.

 

 

CORTA.

 

 

 

Filme escolhido: Endgame (2019), trailer, aqui

 

As personagens dos filmes de Scorsese:

 

Tommy De Vitto em Goodfellas

 

Bill the Butcher em Gangues de Nova Iorque

 

Martin Scorsese: “I don’t see them. I tried, you know? But that’s not cinema. Honestly, the closest I can think of them, as well made as they are, with actors doing the best they can under the circumstances, is theme parks. It isn’t the cinema of human beings trying to convey emotional, psychological experiences to another human being.”

 

Entrevista na Empire Magazine, Outubro 2019

 

Tema da semana: Reescreve o final dum filme

Belinha Fernandes escreve aqui

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Tema #13 Fátima Cordeiro

12
Dez19
 

Intervenção da narradora-autora: Foi por causa de Constante que tudo aconteceu. Depois de uma noite mal dormida no hotel, a esconder o cão, o pequeno-almoço foi desastroso. Guilherme e Matilde saíram do quarto para o ir tomar ao bar, deixando lá o cão. Foi um desastre. Depois de quinze minutos a sós, Constante decidiu começar a ladrar. Depois de cinco minutos a ladrar ininterruptamente, foi descoberto por um empregado que ia tratar da roupa. Resultado: Guilherme, Matilde e Constante foram expulsos do hotel. Os três cheios de fome, especialmente o cão, claro. Matilde foi comprar comida para completar a refeição. Depois de comer decidiram entrar num centro comercial.

Azar, fatalidade, desdita! Quando iam a entrar na loja de animais depararam-se com um assalto. Lyman, com o seu gangue, estava de passagem na “Cidade dos Arcebispos” e decidiu assaltar a loja de animais. O assalto ia a meio quando Guilherme, Matilde e Constante chegaram. Lyman não perdeu tempo: correu logo para Matilde e apontou-lhe a sua arma. Guilherme, Constante e as restantes pessoas que estavam na loja ficaram assustados. Mas a policia já tinha sido chamada e chegou meia hora depois. Lyman pôs-se em fuga até aos subúrbios, levando Matilde como refém.

Passados dez minutos a polícia chegou, dando boleia a Guilherme e Constante. Lyman nessa altura decidiu apontar uma faca a Matilde, para variar. Aí Guilherme e Constante decidiram ter afoiteza e ajudar a polícia. Enquanto Lyman reunia o seu gangue para fugirem, Constante caiu em cima deles, roubando-lhes as armas. Então Guilherme puxou de uma arma e feriu Lyman próximo do coração. O bandido caiu indefeso. Constante e a polícia perseguiram os restantes elementos do gangue. Mas durante esta cena de acção mais alguém ficou ferido: Matilde. Guilherme e Constante viram Matilde caída no chão e foram ter com ela. Havia que chamar uma ambulância. Chegaria ela a tempo?

 

NOTA: O tema da semana do Desafio de Escrita dos Pássaros foi “Reescreve o final dum filme”. Eu reescrevi o final de K-9 - O Agente Canino. Ver também este vídeo.

https://www.imdb.com/title/tt0097637/

 

https://www.youtube.com/watch?v=0HhyzMiMv3U

 

 

Tema da semana: Reescreve o final dum filme

Fátima Cordeiro escreve aqui

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Tema #13 Insensato

11
Dez19

Leitura não recomendada a menores de 16 anos ou pessoas sensíveis

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Das trevas que norteiam o seu interior, no baloiçar dos espíritos diabólicos que torneiam a libido da jovem adolescente, Regan não esconde o olhar sedento pelo corpo daquele Padre que ousa exorcizar pedaços de si. Ele, dotado de símbolos e ritos religiosos dificilmente esconde a ereção que faz de si homem mundano e pecador. Padre, um estatuto para diferentes papeis. Nele, a cada instante, o desejo incontrolável.

Nesta história, o Padre Dyer não será assassinado pelos espíritos que invadem Regan, naquelas escadas sombrias e desertas. Desta vez, prevalece a força do pecado e do desejo.

Num acesso de raiva planeado, a jovem rasga a batina do homem, libertando-o de todos os símbolos religiosos. Com olhar piedoso, agarra o falo de Dyer, acaricia-o e leva-o à boca. Confuso, visitado por episódios ocorridos no colégio de padres, entre rapazes, futuros sacerdotes, o orgasmo faz-se sentir de forma intensa e duradoura. A ejaculação projeta violentamente Regan além da janela do quarto,

Naquelas escadas, onde jaz entre a vida e a morte, larvas resultantes do esperma do exorcista consomem-na de forma voraz. Num ápice, nada resta dela.

Enquanto isso, a mãe dela bate na porta do quarto, sem saber o que se passa. Subitamente Dyer dá-lhe a mão e abraça-a. Envolvem-se. Enquanto a língua do Padre devora o interior da nova amante, o brilho no seu olhar dá lugar ao fade out. O Exorcista continuará a sua missão, como padre militante de um universo demoníaco.

Nem só os espermatozoides ostentam um caminho…

 

Imagem: O Exorcista

 

Tema da semana: Reescreve o final dum filme

Insensato escreve aqui

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