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Desafio de Escrita

tema #3 Miss X

03
Out19

Porque só se nasce uma vez, o primeiro dia da minha existência continua a ser o melhor da vida inteira.

No dia em que nasci respirei fundo o mundo todo e na minha pele marcada, a impressão digital de quem viria a ser.

Pelo meu umbigo, o oriente da minha mãe unido ao meu ocidente, a placenta raiada de futuros improváveis, alimentou-me de utopias prováveis, deixando-me correr pelas veias a alquimia de que tudo é possível.

E ao seu primeiro acto de criação, Eva nascida, a minha mãe desvendou o maior dos pecados: sempre que se nasce o mundo fica melhor.

 

Tema da semana: Uma aventura/momento que te tenha marcado

Miss X escreve aqui

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Tema #3 Gabi

03
Out19

Quando a minha avó morreu a minha mãe teve de tratar de tudo para entregar a casa ao senhorio. Um apartamento num prédio na Av. Duque d’Avila que já foi deitado abaixo.

Nessa altura fizemos várias viagens a Lisboa, das últimas de camionete.

Para a minha mãe deve ter sido muito difícil e triste, para mim, havia algo de aventura e a morte não era ainda bem real.

Em Lisboa alguns taxistas suscitaram o problema mas aceitaram levar-nos aos cinco, o meu pai à frente e atrás a minha mãe, muito elegante, e as três filhas, a minha irmã mais velha com quinze anos, e eu e a minha irmã mais nova com onze e nove anos, ainda bem miúdas e magrizelas.

Nos Mercedes Táxi cabíamos perfeitamente.

Numa noite em que regressámos de camionete esperamos muito tempo até chegar um táxi e aqui, no Porto, o motorista foi peremptório, não nos levava aos cinco.

O meu pai disse então que iria a pé, até porque tendo levado tanto tempo até chegar um táxi, não faria muito sentido ficar o mesmo tempo ou mais à espera do próximo.

A minha mãe não queria que ele ficasse sozinho, mas com três filhas e as malas, não via como irmos todos a pé.

Aí, eu disse que ia com ele. O táxi afastou-se com a minha mãe, as minhas irmãs e as malas e nós iniciámos o passeio.

Era bem tarde e não se via ninguém pelas ruas, mas não senti receio, dei a mão ao meu pai, tentei acompanhar os seus passos e conversámos até chegarmos a casa.

Lá havia luz e a minha mãe tinha feito torradas e café com leite para comermos.

Senti-me feliz por ver que a minha mãe tinha gostado que o meu pai não fosse sozinho, ter conseguido acompanhar os seus passos e estarmos depois todos juntos, em casa, a cearmos as torradas e o café com leite.

 

Tema da semana: Uma aventura/momento que te tenha marcado

Gabi escreve aqui e aqui

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Tema #3 Belinha Fernandes

03
Out19

2007. Estavam juntos há 453 dias, 2 horas e 34 minutos. Ela adormecera à sombra do guarda-sol, ele banhava-se de luz, os corpos a desenharem um ângulo recto. Os pés de Isabel descansavam sobre o azul dos calções de praia dele. José soerguera a cabeça ao assobio do nadador-salvador. O seu olhar encalhara nos pés morenos dela.

Uma nuvem tapa o sol e o ar arrefece. A sombra percorre vagarosamente o areal. O apito soa de novo. José ergue o tronco apoiando-se nos cotovelos. Um incauto que mergulha com a bandeira vermelha hasteada. Ajeita-se para se deixar ir ao encontro da toalha quando repara nela. Como é que nunca a tinha visto? O banhista sai das ondas de calções colados ao corpo e o nadador-salvador aproxima-se. José não os consegue ouvir e a sua atenção retorna ao pé de Isabel.

Até àquele momento imaginava-se capaz de navegar o corpo daquela mulher de olhos fechados. Num segundo, o pé direito de Isabel envolvera aquele final de tarde num mistério. Talvez um acidente em criança? Estranhava que ela nunca lhe tivesse contado. Uma queda? A sua pequena Isabel beneficiava-se do uso diário de sapatos arriscados que calçava com a leveza de uma bailarina e a segurança de uma modelo. Inicialmente, ao final do dia, descalça, ele admirara-se com o desnível do seu abraço. A altura ideal para escutar o teu coração, dizia ela.

Isabel, despertada pelo toque fresco do vento, a pele arrepiada e os pelos dos braços eriçados como o estorno das dunas, retira sem aviso os pés das pernas de José e senta-se na toalha desconsolada.

-Vamos embora?

José não queria sair da praia sem actualizar a sua carta de marear. A zona desconhecida que avistara, virgem, tinha de ser conquistada. Mas receava o melindre. Deveria ignorar aquela ilha? Se ao menos o nadador-salvador içasse uma bandeira sinalizadora para si! Arriscou, de supetão, a pergunta, apontando os 2cm de pele enrugada a meio do pé direito, do lado de fora, perto da palma.

- O quê?! - questionou Isabel, com espanto. - Isto? É da vacina do BCG.

- No pé?!- admirou-se ele.

- Sim! Um episódio muito marcante da minha curta vida de bebé! Alguém que não sabia o que fazia. Tive imensa febre. O pezinho ficou no dobro. Possivelmente um abcesso! É assim que tenho estes bracinhos lindos sem cicatrizes! Como é que nunca reparaste neles, José?!

 

Tema da semana: Uma aventura/momento que te tenha marcado

Belinha Fernandes escreve aqui

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Tema #3 - Peixe Frito

03
Out19

Era uma vez uma pequena peixinha, que tinha um patinho pequeno. O patinho adorava-a e seguia-a por todo o lado. O seu pai Adamastor, decidiu por uma tábua alta, para o patinho não seguir a peixinha pelas escadas abaixo, a fim de ele não se magoar. Mas o amor do patinho pela peixinha era tão grande, que ele conseguiu saltar a tábua para o lado de lá… enrolou-se nas escadas e partiu o pequeno pescocinho. A peixinha assistiu a aquilo tudo horrorizada. Ainda hoje depois de adulta, ainda lembra da dor, da incapacidade que sentiu ao ver o patinho a sangrar pelo nariz e a perecer, nas mãos, sem nada poder fazer. A mãe Peixa decidiu ir ao mercado da vila com a peixinha, para lhe comprar um patinho. Porém, naquele dia não haviam patinhos. Com aquele sentimento de não querer deixar a sua peixinha ir para casa de mãos a abanar, decidiu comprar outro animal para ela. A peixinha lá o escolheu e chamou de “malhadinho”, indo contente com ele para casa. Chega o pai Adamastor e diz: “Então, compraste o patinho para a peixinha?”

“Não havia patinhos” diz com tristeza “mas comprei outra coisa”.

Quando o pai Adamastor vê o que substituiu o patinho, diz à mãe Peixa:

“Ai mulher! Mas isso têm tudo a ver com patinhos?! Sais com a miúda para ir buscar um pato e vens com isso!!” – estou eu a escrever a versão soft e menos gozona, do que disse o pai Adamastor.

Já alguém adivinhou o que era?

E foi assim que, desde os seus cinco anos de idade, que a peixinha viu o seu amor crescer por peixes de aquário. Amor que dura até hoje. E que aprendeu o que é amor de mãe, mesmo correndo o risco de ser gozada por levar um peixe invés de um pato. Não esquece o momento de felicidade ao escolher o “malhadinho”, após o seu primeiro momento na tenra vida, onde sentiu a dor de perder algo que se ama.

Nada paga ter sido um peixe. Podia ter sido um pássaro, um ratinho, sei lá. Mas não, foi um peixe. Se bem que, ambos começam por “p”, têm contacto com a água… um têm penas e outro escamas. Um bico e outro guelras. Anteontem choveu e hoje faz sol. Bem visto, bem visto, até têm mais semelhanças do que à primeira vista aparentam!!

 

Tema da semana: Uma aventura/momento que te tenha marcado

Peixe Frito escreve aqui

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Tema #3 Avó Cool

02
Out19

SÓ UM INSTANTE

Sofro de indefinição. Sou aquela no meio da ponte para quem escolher é um verbo complicado, ou então sou o rio que toca nas duas margens. Nesta minha condição existencial, não posso escolher um momento que me tenha marcado. Tenho a vida tatuada deles e viver é a grande odisseia.

Na sua amplitude, a indefinição traça um mapa de certezas: não sei qual o título de música, livro ou filme que vai melhor com a minha história, sou incapaz de definir a cor ou o paladar que trago no corpo, desconheço a clareza religiosa que pode encher a alma, ando às vezes mais perdida do que encontrada, mas gosto do dia, da noite e do lusco-fusco, de todas as estações e das gradações de felicidade que vão pintando a luz e o êxtase no dia-a-dia; e reconheço os amores, eternos, que regulam os meus sinais vitais.

Pois bem, sem poder e querer escolher um momento que me tenha marcado, e considerando que um breve instante tem sempre tudo para ser uma aventura, fico entre o antes e o depois de duas fotografias:

Um casal com um cão namora o entardecer. Uma rapariga a correr e um surfista saído do mar estão prestes a cruzar-se.

silhuetas_A.jpg

Um casal com um cão namora o entardecer. Uma rapariga a correr e um surfista saído do mar acabam de se cruzar e seguem em direções opostas.

silhuetas_B.jpg

Entre uma e outra imagem, vi um casal com um cão a namorar ao entardecer e as silhuetas unidas de uma rapariga a correr e um surfista saído do mar. Por um átimo, foram um corpo só, um X na mistura de dia e noite, ao lusco-fusco. 

Tema da semana: Uma aventura/momento que te tenha marcado

Avó Cool escreve aqui

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Tema #3 Pó de Arroz

02
Out19

Apenas possa partilhar a minha experiência pessoal. O momento que mais me marcou e virou toda a minha vida e convicções de pernas para o ar foi o nascimento dos meus filhos. Cada um da sua maneira. Com a minha primeira filha, tudo aquilo em que acreditava deixou de fazer sentido. Até ao momento, tudo tinha acontecido como era suposto e esperado pela sociedade. Cumpri com tudo o que os meus Pais diziam estar certo e que era o melhor para mim. Depois de a minha Princesa nascer, posso afirmar que o meu mundo interior ruiu. Tudo aquilo que eu mais queria, era estar ao lado dela e ajudá-la acrescer. E a partir de breves momentos, somos que “obrigados” a voltar a este modo de vida robot. Foi um dos piores momentos da minha vida. Porque deixei de acreditar... Ainda hoje, pequenos pedaços de mim, se sentem vazios… Somos condicionados pelos valores monetários e ensinam-nos que este modo de vida “escravizado” é o único que nos permite ganhar dinheiro. Interiormente, tudo estava despedaçado. Posso afirmar que foram 5 anos completamente escuros… E depois…. Nasceu o meu Príncipe! A culpa de abandono sentida até então, suavizou. Percebi que estava a fazer o melhor que sabia até ao momento. Ele com a sua energia contagiante, ensinou-me que rir é o melhor remédio para todos os males. Li em vários blogs, textos e diversos sítios que esta aventura da maternidade é difícil, muito difícil. No entanto, completa-nos e obriga-nos a crescer tanto. Começamos a pensar de maneira diferente, começamos a definir as verdadeiras prioridades. Mas também é fácil nos perdemos nesta condição de sermos Mães e nos anularmos. O segredo de todas estas questões é o equilíbrio de nós próprios. E temos como responsabilidade ensinar os nossos filhos a serem aquilo que eles quiserem e que todas as nossas ações devem ser feitas com consciência. Tento ser a melhor Mãe que sei e consigo. Reconheço que por vezes também falho. Falta-me a paciência. Grito e ralho, quando a única coisa que eles querem é um abraço bem apertado. Por isso, agradeço todos os dias pelos meus filhos. Por tudo o que eles me ensinam diariamente. Por fazerem de mim uma pessoa melhor.

 

Tema da semana: Uma aventura/momento que te tenha marcado

Pó de Arroz escreve aqui

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Tema #3 - A Caracol

02
Out19

Era mesmo fixe que eu não tivesse feito aqui alta confusão com os temas, não era? 

Desculpem e lembrem-se que estou grávida, logo o meu cérebro baralha a informação que me é dada. Não que fosse impossível isso acontecer no meu estado normal, mas se a gestação pode ser uma desculpa... Então que sirva para isso mesmo. 

Aventuras tenho várias, como sabe quem me lê mais assiduamente e decidi que não ia por aí. 

Momentos também tenho vários: o dia em que fui mãe, o dia em casei, o dia em corri a primeira prova, o dia em que descobri que estava novamente grávida, enfim são muitos. 

Contudo, para hoje, escolhi o momento que todos tentamos evitar. Que tentamos contornar e florear nas palavras, tornando-o menos denso, menos doloroso, menos negro. 

Falemos da morte. 

Não é fácil o momento em que ela nos bate à porta, senhora de si e da sua sabedoria, numa pose de quem chegou e não arreda pé sem levar o que quer. 

Costumo dizer, quando falo nas minhas mortes, que já tive dois funerais: o do meu pai e o da minha mãe. É inevitável não considerar aqueles falecimentos como meus, porque uma grande parte de mim também quinou naqueles dias. 

Renasci, alguns tempos mais tarde, não inteira ou sequer como era antes, apenas diferente. Aprendi de novo onde pertencia, que caminho escolheria e como poderia ser. Descobri que a morte não é um bicho papão e que o maior cliché do mundo é também a maior verdade: é tão natural morrer como nascer. Aprendi a lidar com a dor, guardando-a sempre comigo e fazendo as pazes com ela. Às vezes tomamos chá juntas. Nesses dias, peço um bolo de chocolate a acompanhar. O chocolate torna tudo melhor, até as dores da morte. 

Aprendi com ela, a morte, que a vida só faz sentido estando casada com ela. De que outra forma valorizaríamos tanto o sol, se não existisse a noite? 

Não sei se lhe perdi o medo, gosto de pensar que sim, mas lá no fundo sei que não. Não por mim, não me assusta a minha não existência, mas pelos meus: morro de medo que a morte me leve mais alguém. Por isso mesmo, aprendi a respeitá-la: brinco com ela, satirizo-a, chego até a ridicularizá-la, mas tenho plena consciência que, no fundo, isso não lhe retira nenhum poder. Pelo contrário, aumenta-o. Já a mim, mantém-me consciente de que ela existe, a cada esquina, a cada curva e cada falha de um batimento cardíaco. E acredito, mesmo, que é uma gaja com um sentido de humor do caraças e que não me leva a mal. Se levar... Que se amanhe, que eu também me amanhei quando me tirou o chão. 

 

Tema da semana: Uma aventura/momento que te tenha marcado

A Caracol escreve aqui

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Tema #3 Maria

02
Out19

Fazia vinte anos. Jantarada com amigos. Encontro num bar para beber um copo com outros. A noite já ia longa. A minha boleia ia embora. Mas eu, ainda na ideia "a noite é uma criança", vontade de ir, zero. Até que, apareceu ele. O meu ex namorado. Por entre conversa, o namorado da minha amiga diz-lhe que íamos embora apesar de eu preferir ficar.

- Mas se queres ficar eu dou-te boleia. Vou estar ali com uns amigos. Se quiseres é na boa! Depois quando quiseres ir embora só dizer - disse-me o meu ex.

- Boa! Pode ser! - respondi com certo entusiasmo.

As coisas tinham acabado entre nós, mas nem tudo acabou... Andávamos na fase do larga, não larga, deslarga, agarra. Acho que era mais ou menos isso. Muitos anos de amizade e ele era das melhores pessoas que conheci na vida. Foi confuso.

Ali ficamos nós. Perdidos na noite com amigos. Comuns. De tantos anos.

Lembro-me, dancei muito. E no bar onde tinha amigos bebi uns copos. A mais.

Mas sentia-me a pessoa mais segura do mundo. Ele estava ali comigo. E apesar de já não ser meu namorado, continuava a ser dos melhores amigos. Daqueles que confiava até de olhos fechados.

Continuei na pista até sentir que já não dava mais. A festa fora grande. Estava ali a pisar o risco. Já tinha bebido além da conta. Era hora de pensar em ir embora. De braço dado, saímos dali.

Antes de seguir caminho, paramos ali nas bombas e ele foi buscar-me uma água com gás. Saí cá fora para apanhar ar, beber um pouco de água e fumar um cigarro enquanto conversávamos. Eu continuava a rir muito e ele a segurar na minha mão. Juntava ali o tentar segurar-me para eu não cair ao querer dar-me literalmente a mão.

Por entre conversa da treta e daquele nervoso de não querer tocar no assunto "nós"... lembro-me de lhe ter pedido, à parva, "deixa-me fumar um charro". Ele (que mais que ninguém sabia que eu nunca o tinha feito) prontíssimo respondeu,"tudo bem mas pede-me quando estiveres sóbria!".

Não me lembro bem se naquele momento senti a maior vergonha do mundo, mas sei que, ali a partir daquele momento o amei ainda mais.

Dei-lhe um beijo sentido, abracei-o e sussurrou-me ao ouvido "vamos embora".

 

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Maria escreve aqui

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Tema #3 Alala

02
Out19

Não sou capaz de escrever sobre um momento que me tenha marcado sem falar de ti.

Chorei de alegria e emoção quando vi o teste de gravidez e nesse mesmo momento disse para mim mesma: "vai ser um menino" .

Mas se fosses uma menina ficaria igualmente feliz...

Deste-me um novo brilho no olhar, na pele, no cabelo e no coração. Passei a ter luz própria como as estrelas.

Senti-me a miúda mais feliz e sortuda por te ter dentro de mim e partilhar todos os momentos contigo. Fazia tudo contigo meu amor. 

Esperei ansiosamente por ti mas não querias nascer... Devias sentir-te bem aqui dentro de mim, protegido e quentinho também. Ou isso ou querias nascer no dia de aniversário da mamã... ♥️

Quando finalmente nasceste e eu te vi pela primeira vez, pensei que o meu coração iria saltar-me da boca. 

Estava de braços abertos e com um sorriso rasgado à tua espera. Colocaram-te nos meus braços e olhaste para mim com tanta ternura que pensei imediatamente "estou apaixonada por ti meu pequerruxo mais fofo. Conta comigo para tudo e para sempre. " 

E será sempre assim. 

A mamã tem muito orgulho em ti meu amor. E, por favor, não deixes nunca escapar essa luz que tens dentro de ti. 

           AMO-TE❤

(nunca esta palavra teve tanto significado) 

 

Tema da semana: Uma aventura/momento que te tenha marcado

Alala escreve aqui

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Tema #3 Sónia Figueiredo

02
Out19

Para esta semana, o tema é: Uma aventura/momento que te tenha marcado

Quando vi este título pensei, que bom, tenho tantos...mas depois comecei a excluir por diversas razões. As aventuras foram muitas e momentos que me marcaram também, senão vejamos:

Ter nascido foi um grande momento, se marcou? Não me lembro.

Da infância muitos momentos me marcaram mas a maioria não foram felizes. No entanto tenho que dizer que o meu pai e a minha avó materna conseguiram salvar a minha infância. Estarei para sempre grata a ambos.

A minha primeira cirurgia ainda era uma criança e a correria para os hospitais começou cedo. Mas de doenças estou eu farta e não me apetece falar.

A adolescência fui vitima de Bullying, porque usava um aparelho para a Escoliose e era chamada de mulher de Ferro.

Depois vieram tempos melhores, mas na maioria dos casos não posso aqui falar, porque têm sempre ou sexo, ou cocó, ou as coisas mais loucas que se possam imaginar.

Podia falar daquele dia que a minha amiga L. chegou a Coimbra...mas tem cocó.

Podia falar daquelas passagens de Ano...mas tem álcool, sexo e Rock'n Roll.

Podia falar da minha primeira queima das fitas...Mas mais uma vez tinha um pouco de tudo a mais.

Depois podia falar das loucuras que já fiz por amor.... mas ainda tenho pais vivos, é melhor não.

Depois podia falar daquela aventura no Hospital, a outra num T. a outra numa E. P. ...mas, ainda posso ser processada, e mais uma vez ainda tenho pais vivos.

E aquela na...esquece Sónia...tens pais ainda vivos. Fica quieta.

Como não quero falar de coisas tristes e das boas não posso, só me ocorre dizer que este foi um grande momento, pois revivi muitas e divertidas histórias do passado. Mas como não quero ser processada, pois envolve instituições, cargos públicos e a hipótese de os meus pais lerem, deixo à imaginação de cada um.

E este foi por isso outro grande momento e ao mesmo tempo uma aventura, e lembrei-me de uma série dos anos 80, com o Jeremy Irons, quem se lembra? fica aqui o final do ultimo episódio....uma série que retrata na perfeição, a deliciosa e doce melancolia dos tempos que não voltam mais.

Tema da semana: Uma aventura/momento que te tenha marcado

Sónia Figueiredo escreve aqui

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