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Desafio de Escrita

Tema #2.4 - Ana Catarina

24
Fev20

O Google tem muitas facetas, se fosse uma pessoa seria alguém com privação de sono com a quantidade de profissões que lhe são impostas. Ele é médico, é psicólogo, é chef de cozinha, é matemático, é mecânico, é informático, é advogado, é dona de casa, é designer, é fotografo, é escritor…. É claro que nem todos os resultados apresentados por ele nessas áreas são irrevogáveis, aliás é tudo um bocadinho questionável. Mas quem nunca se enganou? No fundo acaba sempre por ser uma grande ajuda, quanto muito desperta-nos a estarmos alertas para alguma situação, e então consultar alguém mais experiente. No entanto para mim a pior profissão do Google, e aquela em que apresenta piores resultados, é, sem dúvida, a de Tradutor!

Não é como as legendas de um filme, que tem expressões mal traduzidas e que nos aborrece, não! O Google tem o poder de trocar pronomes com determinantes, e traduzir palavras para coisas sem nexo nenhum.

E o pior é que muita gente continua a recorrer ao uso deste senhor para a tradução de texto e mensagens ou para eventualmente traduzirem frases para colocarem na descrição de fotografias que publicam nas redes sociais! SOCORRO!

O melhor é caso não percebam inglês, não traduzirem no Google. Peçam ajuda a alguém ou, simplesmente. escrevam em português.
Do ponto de vista de uma bilingue que sempre preferiu o inglês à língua portuguesa, tenho hoje a declarar, que a nossa língua é linda! A língua portuguesa consegue ser melódica. Com poucas palavras nossas constroem-se poemas e canções e que fazem sentido!!

Não precisamos de fingir que sabemos falar inglês ou outra língua qualquer com o Google tradutor, vai correr mal, na pior das hipóteses ainda insultamos alguém….

Usar o tradutor sem o mínimo conhecimento de uma língua, é como querer tocar piano só com uma mão e com etiquetas nas teclas, sem o mínimo conhecimento musical…. É muito limitado.

O meu conselho é, caso queiram traduzir textos para trabalho ou frases para redes sociais, então, façam um uso responsável do tradutor. É que, por norma, o Google está errado.

Tema da semana: O Google está errado

Ana Catarina escreve aqui

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Tema #2.4 - Ana Sofia Neves

24
Fev20

O Google está errado! A palavra Google surgiu através de um erro de digitação.

Utilizamos o Google diariamente mas a maior parte das pessoas nem sonha o que quer dizer a palavra Google.

A palavra Google surgiu como um trocadilho  da palavra "googol", um termo matemático para o número representado pelo dígito 1 seguido de cem dígitos 0, para mostrar que a quantidade de informações que procuramos é infinita.

 Pode-se dizer que a palavra agora conhecida foi um erro de digitação, por pensarem que se escrevia google e mesmo sabendo isso, os sócios gostaram do resultado e em 1998 surgiu a empresa Google Inc.

Vocês sabiam?

Tema da semana: O Google está errado

Ana Sofia Neves escreve aqui

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Tema #2.4 - 3ª Face

24
Fev20

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Por acreditar ou simplesmente para manter viva a memória do tio Dino, tentei seguir os seus conselhos quando me atrevi a iniciar relacionamentos.

Mas foi difícil. Sempre fui tímido e com pouca auto-estima, o que me levou a inibir muitas paixonetas.

Por isso, quando me apercebi que a Net podia ser usada para encontros, tomei coragem para experimentar.

Atrás do ecrã e de um nome falso foi muito mais fácil. Oh, se foi!

Num site (não revelarei qual para não correr riscos de ser identificado) descobri a minha veia sedutora. Encarnei um personagem tal como o tio Dinão já o fizera!

Não fosse a chata da Lei de Protecção de Dados e mostrar-vos-ia, aqui, algumas fotos que me mandaram… 

 

Uma das belas mulheres cativou-me. O seu olhar penetrante e atrevimento não me foram indiferentes.

Depois de várias insistências da sua parte, convenci-me para um encontro.

 

Um jantar.

Ok. (a noite é propícia para os tímidos)

 

Na próxima segunda-feira

Óptimo. (posso fugir com a desculpa de trabalhar cedo)

 

Num restaurante vegan, que ela não come carne.

Melhor ainda! (Com os nervos, tenho tendência para enrolar a carne e não a engolir)

 

À minha escolha.

Pior! (não conheço nenhum)

 

Lá andei a pesquisar no Google: preço acessível, ambiente romântico, vegan.

Combinei o local.

Às 20.00 h, junto à porta.

O primeiro a chegar espera com um livro na mão, como sinal…

 

Mal dormi nos dias seguintes.

 Fujo? Apareço? Disfarço-me e vou sem ela perceber?

 

Às 18.00 h, o chefe chama-me.

- Pontinha, temos um erro no relatório! Corrige-o antes da Administração se aperceber!

 

Despacho-me às 19.30h e corro para o metro.

Só depois  me apercebo que não levo o telemóvel.

Muito menos o livro, como suposto…

Saio do metro  e lá compro um livro: cozinha vegan (há que impressionar)

Volto para o metro mas algo corre mal.

Uma avaria!!!

 

Quando chego ao restaurante faltam 15 minutos para as nove.

A porta está fechada. As luzes apagadas. Ninguém nos arredores…

 

“Encerra à segunda-feira”

 

O Google está errado! Diz que o dia de descanso é à terça!

 

Ainda aguardei mais 15 minutos. Ela também poderia estar atrasada.

 

Mas talvez o Google esteja certo…

O Amor não chega por fibra de vidro ou wi-fi.

Tampouco é um livro que se escolhe numa prateleira e levamos debaixo do braço.

 O Amor é um calhamaço que nos atinge quando passamos no meio do nada, inesperadamente.

 

Mas isso só vim a descobrir muito mais tarde...

 

Tema da semana: O Google está errado

3ª Face escreve aqui

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Tema #2.4 - Alice Barcellos

24
Fev20

Iniciava-se mais uma aula de história, os alunos consultavam os seus hologramas interativos, enquanto a professora tentava controlar a agitação da turma.

- Atenção, meninos, acabou-se a confusão. Vamos lá começar a aula! – exclamou Maria Augusta, do alto dos seus 60 anos, enquanto apontava na agenda o tema da aula. "Já estamos a 20 de fevereiro de 2030, como este mês passou rápido", pensava, enquanto escrevia com uma caligrafia cuidada.

Era uma mulher madura, inteligente, que adorava o que fazia, embora houvesse dias em que se sentia quase vencida pelo ritmo acelerado com o qual os miúdos chegavam às aulas.

Tinha saudades da época em que se ensinava ao ritmo do giz a traçar as letras no quadro negro e do folhear das páginas dos livros. Havia mais tempo para pensar.

Olhava para aquelas crianças e sabia que elas nunca iriam conhecer o mundo a.G. – antes do Google –, como ela costumava dizer, em tom de brincadeira, embora os miúdos nunca apanhassem o sentido da expressão.

Como ensinar história numa época em que o passado não era valorizado, tampouco conhecido? Como explicar o peso dos acontecimentos a miúdos que só se preocupavam com as reações geradas nas redes sociais e as polémicas que circulavam à velocidade da luz na internet? Não era fácil, mas ela não ia desistir. Não queria que a História entrasse para o rol das disciplinas extintas, como já havia acontecido com a Filosofia ou com o Latim.

Estavam a falar sobre a Revolução Industrial e a professora pediu aos alunos para mostrarem imagens de ícones da época. João foi o primeiro a projetar a sua imagem, seguindo-se da explicação:

- A Torre Eiffel em Paris simboliza a era industrial.

No momento em que a imagem foi projetada, Maria Augusta teve a certeza de que aquela não era a Torre Eiffel.

- Um bom exemplo, João. No entanto, a tua pesquisa está errada. A imagem apresentada não corresponde à verdadeira torre – disse a professora.

- Como assim? É o resultado da pesquisa do Google, não é possível estar errado! – respondeu João, indignado.

O burburinho começou a crescer na turma. Os miúdos não acreditavam como o Google poderia ter errado.

A professora, apaziguadora, disse que a imagem em questão era de uma réplica da Torre Eiffel construída em Paris, Texas, nos Estados Unidos. Portanto, a máquina não estava, de todo, errada, mas o João, sim, pois não fez a pesquisa com atenção. Para chamar os miúdos à terra, puxou do seu bom e velho Atlas Histórico e saltou até ao capítulo da Revolução Industrial. Ver livros em papel era uma raridade e, para as crianças, era um objeto que surpreendia. Parece que só de sentir o cheiro e o peso dos livros já ficavam mais calmas.

- Meninos, venham cá e vejam.

Naquele instante, as crianças esqueciam os aparelhos eletrónicos e as pesquisas feitas à pressa, só observando a forma compenetrada como a professora contava aquela história. Um momento sublime que fazia Maria Augusta ganhar um novo ânimo para não desistir da sua missão neste mundo.

Tema da semana: O Google está errado

Alice Barcellos escreve aqui

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Tema #2.4 - Gabi

24
Fev20

O Google está errado

 

Como o Google está errado???

 

O horror toma posse de mim.

Em choque e incrédula continuo a escrever.

 

Errado, o Mago super sapiente a quem recorro sempre em primeira e última instância?!!!

Quando quero saber mais sobre algum facto histórico, cinema, músicas, pinturas, livros, ter a certeza sobre como se escreve uma palavra – antes e após acordo ortográfico – traduzir de outra língua uma palavra ou um texto, dicas sobre receitas de cozinha, lavagem de roupa, doenças e medicamentos, perder tempo com notícias que não interessem a ninguém, encontrar o endereço para blogues, etc. etc. errado?!!!

Mas, Ele sabe sempre tudo!

 

Pequena pausa porque me ocorreu grande ideia, vou perguntar ao Google o que é Ele acha disto e já volto (…).

 

De volta e já mais tranquila: pode ter havido erros, mas o Google corrigiu-os e corrige-os.

Estamos salvos. Posso respirar de alivio de novo.

O Google pode errar de vez em quando, sublinhe-se, muito de vez em quando, de certeza, mas Ele corrige! Merece que continue a confiarmos Nele, a deixar-nos guiar por Ele!

Tema da semana: O Google está errado

Gabi escreve aqui

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Tema #2.4 - Daniela Maciel

23
Fev20
Vais ser despedida, sussurrou o diabo ao meu ouvido.

Sinto as mãos suadas enquanto atravesso o corredor que separa a minha sala de trabalho do escritório do meu patrão. Três palavras ecoam na minha mente: vais ser despedida.

O mais irónico é que eu não fiz nada. Ainda.

O erro foi do meu patrão e eu estou a caminho do seu escritório para lho comunicar.

Acredito que vou bater o recorde: ser despedida do meu emprego de sonho apenas três meses após ter sido contratada.

Quando cheguei ao escritório, esta manhã, encontrei os meus colegas num alvoroço. Sussurravam desesperadamente, como se estivessem a decidir qual deles deveria sacrificar-se e entrar na câmara de gás.

Tinham descoberto um erro num processo mediático em que estávamos a trabalhar. Era um pormenor mínimo, quase insignificante, mas fora cometido pelo patrão.

E ninguém se atrevia a dirigir-lhe a palavra para lhe apontar o erro.

Ninguém se atrevia a contrariá-lo.

Ninguém se atrevia sequer a respirar junto dele.

Por isso, duas horas depois e farta de assistir ao desespero dos meus colegas, levantei-me da cadeira e voluntariei-me para a morte:

— Eu vou.

Fez-se silêncio na sala.

Todos olharam para mim, de olhos esbugalhados.

E cá estou eu, a preparar-me para dizer ao meu patrão que está errado. E prestes a ser despedida.

Junto à porta, engulo em seco e bato três vezes.

Oiço a sua voz de trovão a dizer-me para entrar.

Entro de cabeça erguida, tentando demonstrar confiança. Se vou morrer, ao menos morro de pé.

Lá está ele, sentado à secretária como um rei no seu trono.

Jonathan Google, o homem que faz tremer até as paredes do edifício.

O homem que seria perfeito, não fosse o azar de ter recebido aquele apelido.

Imaginem que tinham o nome de um motor de pesquisa. Provavelmente teriam sofrido de bullying durante toda a vida.

Inspiro fundo e encho-me de coragem para falar.

Ele ouve-me sem pestanejar e, em seguida, levanta-se e dirige-se à janela interior, baixando a persiana. Agradeço-lhe mentalmente por impedir que os meus colegas assistam à descompostura que estou prestes a receber.

E, por fim, fala.

Duas eternidades depois, saio do seu escritório e arrasto-me até à minha secretária. O meu relógio indica que apenas passaram oito minutos.

Começo a reunir os meus pertences, incrédula com o que acontecera.

Afinal, isto não foi um erro, mas sim um teste. O patrão queria perceber qual de nós teria a coragem suficiente para o enfrentar, uma vez que precisa de uma advogada com fibra para representar um novo cliente.

Vou mudar-me para um novo gabinete.

Acabei de ser promovida.

Tema da semana: O Google está errado

Daniela Maciel escreve aqui

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Tema #2.4 - Charneca em Flor

23
Fev20

Talvez se lembrem da D. Mirandolina, a minha utente que não se fiava nos médicos. A neta dela, a Vanessa, também frequenta a farmácia onde trabalho. A Vanessa padece de um caso grave de hipocondria intensificada por googlite. Nunca ouviram falar em googlite? É uma inflamação generalizada do raciocínio provocada por pesquisas intensivas no Google.
Bom, adiante. Este padecimento da Vanessa dá origem a longos atendimentos para esclarecer as dúvidas, ou as “certezas", que a assaltam sempre que vai consultar o Dr. Google. Só a toleramos porque ela é uma grande consumidora de suplementos nutricionais os quais utiliza para reforçar o seu sistema imunitário e prevenir o aparecimento de doenças. E também temos a obrigação ética de a esclarecer, obviamente.
Aqui há umas semanas reparei que a jovem vinha mais acabrunhada do que é costume. Quando chegou a vez dela, indaguei sobre o motivo da preocupação que era patente no seu rosto:
- Ai, Dra Charneca em Flor, nem queira saber. Estou muito mal. Tenho um cancro na cabeça.
- O quê? Mas como… quando é que soube?
- Tenho todos os sintomas. Vi no Google. Dores de cabeça muito fortes, alterações da visão e ontem senti-me tão mal que ia desmaiando. Só tive tempo de me sentar no sofá para não desfalecer no chão.
- Então, Vanessa, já lhe tenho dito que não se podem fazer diagnósticos baseados no que se lê na internet. De certeza que há uma explicação bem mais simples para esses sintomas.
Depois de muita conversa lá a convenci a marcar uma consulta com o médico assistente.
De quando em vez, ela passava pela farmácia para eu me inteirar do progresso da situação. Com muita insistência, a Vanessa conseguiu convencer o médico a prescrever uma série de exames e a encaminhá-la para um neurologista.
Fiquei umas boas semanas sem a atender. Eis senão quando ela me entra pela farmácia com uns modernos óculos novos.
- Então, Vanessa, como está? O que é que o neurologista lhe disse?
- Nem sabe, Sra. Dra. O neurologista era muito antipático. Riu-se na minha cara quando lhe disse que desconfiava que tinha um tumor na cabeça. Depois enviou-me para um colega oftalmologista. Afinal, o Google estava errado. O problema está na visão. O oftalmologista diz que foi provocado por passar muitas horas na internet. Agora tenho que usar óculos e estou proibida de consultar o Google. Dá para acreditar?

Tema da semana: O Google está errado

Charneca em Flor escreve aqui

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Tema #2.4 - Tótó

23
Fev20

-Então Sr. Eustáquio. D.Lurdinhas, como vão? Trazem uma moça convosco hoje, é? Alguma parente?

-É Sr. Agente. Esta é a filha da nossa prima que vive em Lesboa. Veio ver a vida du campo. Sabe cumu é, meninos da cidadi que pensam que o leiti vem dos pacotis. Ahahah.

-Você tem muita graça. Ahahah. Então e como se chama ela?

-Há pois... (Eustáquio e Lurdinhas olham um para o outro aterrorizados. "inda na sabemos o nome dela") 

-Carmo Trindade, muito gosto. Vim conhecer a vossa aldeia. Vou fazer um documentário para uma disciplina da faculdade. Com certeza que irei pedir-lhe uma entrevista mas não hoje. Aqui os primos quiseram que fosse falar com o padre.

-Então não vos masso mais. Vão lá, antes que o Sr. Padre Serafim queira dormir.

-Carmo Trindade, moça? É memo assim que te chamas? E tu Eustáquio, por que é que na disseste ao agente da guarda pra levá-la pra casa? 

-Não D. Lurdinhas. Chamo-me Joana mas já que sou de Lisboa e isto está a ficar uma embrulhada acho que esse nome me assenta na perfeição. Vamos despachar isto. Quero voltar para casa e já lhe disse que é com música, não com a GNR. 

 

-Sô Padri Serafim, a sua bênção. Aqui a nossa prima Carmo Trindade cria ver o órgão, mas cumu na sabe tocari, será ca nha Lurdinhas podia tocar pra ela?

-Mas com certeza. Estejam à vontade. É sempre tão rejuvenescedor ouvir o som do órgão e tocada pela D. Lurdinhas ainda melhor. 

-Bom, bom. Vamo masé despachar isto Eustáquio. 

 

- Ó nãaaaooo! Porquê? Porquê?

- Olá! Está tudo bem? Sou a Sofia, ajudo o Padre Serafim aqui na Igreja.

- Que susto! Eu sou a Joana e antes que perguntes, a minha história é muito estranha, precisas só de saber que eu preciso de uma música e não é esta, definitivamente. Olha, tens um telemóvel. Tens internet? Podes emprestar-me? Assim posso mostrar-te qual é a música que eu preciso U-R-G-E-N-T-E-M-E-N-T-E.

- Está bem. Podes usar. Mas acho que não funciona bem como lá na cidade.

O Google está errado!! Como assim a minha música não existe??

- Eu disse-te. Isto aqui na aldeia é um bocadinho diferente mas vais-te habituando.

- Como assim? Agora estou a ver que tu não tens aquele sotaque camponês. Tu não és daqui?

- Amanhã às 10 horas aparece na Filarmónica para me conheceres melhor!

Tema da semana: O Google está errado

Tótó escreve aqui

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Tema #2.4 - Biiyue

23
Fev20

"Será que o google enganou-se no local?? Era suposto ir ver um show, não ir fazer parte de um!"
Estava em estado de choque, a tentar assimilar tudo o que se passava à sua volta. A brasileira estava a fazer-lhe uma maquilhagem simples, mas carregada no iluminador, enquanto falava com um sorriso enorme.

Não conseguia fazer o seu corpo reagir, mas quando é levada a escolher a roupa, grita "PARÁ, ISTO E UM ENGANO! NÃO SOU CAPAZ!". Naquele momento a brasileira olha para ela, e pela primeira vez dá-lhe espaço e tempo para se explicar... E ela tinha razão, já que ela porque não experimentar, o que é que podia correr malGanha coragem e entusiasmo, e escolhe a roupa que quer usar: Meias pretas acima do joelho, uns calções de ganga que se ajustavam perfeitamente ao formato do seu rabo, um top prateado de brilhantes, uns saltos de 5 cm e um lenço branco. "Miúda, pareces uma outra pessoa, estas maravilhosa! Já pensaste que nome queres que te apresentem?" "Moon, esta noite sou a Moon!"

Quando se olha ao espelho, não conseguia acreditar no reflexo, sentia-se poderosa, corajosa, linda e mesmo boa. 1 minuto para entrar em palco, não fazia a mínima do que iria fazer, mas a adrenalina estava a fluir e ia deixar-se levar por isso...

A cortina abre-se, as luzes a batem nela, só via sombras de pessoas. O palco era pequeno com uma cadeira no meio. Entra, já a sentir o ritmo da música e tenta caminhar de maneira sexy até a cadeira. Mesmo movimentando-se lentamente, ia caindo por duas vezes sendo que felizmente consegue manter a postura. Senta-se na cadeira, descalça os saltos e a partir desse momento solta-se, perde toda a vergonha e é a sua verdadeira essência, sexy, doce, rebelde, misteriosa e sem tabus.
Por esta altura já estava habituada as luzes e consegue ver minimamente as pessoas mais próximas, homens, mas também mulheres estavam vidrados nela. Na forma como se movia, como provocava usando o lenço para cativar e deixar algum suspense no ar e a cadeira como suporte para se movimentar e dançar. Isso fazia com que fosse ainda mais ousada!

A música acaba, as luzes desligam-se. Ela estava ofegante, mas com um sorriso enorme e um sentimento de poder incrível. Ouve os aplausos e assobios e não era capaz de acreditar no que tinha acontecido.

Tema da semana: O Google está errado

Biiyue escreve aqui

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Tema #2.4 - Miss Lollipop

23
Fev20

Viciada confessa sem qualquer pejo na internet, ela pautava o desenrolar da sua vida pelos conselhos do Doutor Google como gostava de apelidar carinhosamente o seu motor de pesquisa favorito que lhe indicava a direcção certa para cada passo que desse, para o seu dia correr na perfeição.

 Simples constipações ou gripes mais fortes eram curadas com xaropes de cebola com dentes de alho, limão e mel, dores de cabeça intensas passavam como num passe de magia com rodelas de batata na sua testa, pois isso de médicos nunca fiando.

Analisou a fundo manuais para iniciar relacionamentos, embeiçou-se pelo seu homem, somou os dígitos das suas datas e horas de nascimento para ver se encaixavam, fez todos os testes de compatibilidade que Doutor Google lhe indicou.

O seu casamento teve que ser numa 6ª feira de lua cheia do mês de Maio, cujas previsões meteorológicas apontavam para chuva naquela hora, não sem antes ter ofertado 1 dúzia de ovos a Santa Clara.

Com o desejo latente de aumentar a família feliz, fez preces e promessas aos Santos Cosme e Damião, dormiu com uma rosa vermelha seca na cabeceira, e panos de fralda debaixo da almofada, amarrou sapatinhos de bebé com doces a todas as árvores do jardim do lugarejo, que resultaram na gravidez tão desejada.

Das ecografias que fez, nunca quis saber qual o sexo do rebento, apenas se preocupando com a localização da placenta que se soube estar do lado esquerdo do seu útero.

Passou a gravidez com um humor abaixo de cão, a sua mama esquerda aumentou muito mais do que a direita, as unhas partiram-se, a pele ficou com borbulhas e manchas, o nariz inchou, a barriga estava tão redonda como uma melancia madura, deixou de lhe apetecer comer as pontas dos pães que tanto gostava, só lhe apetecia comer doces e frutas menos de manhã que não aguentava o raio dos enjoos que não a largavam, sinais mais do que evidentes que vinha a caminho a sua Ana Letícia, a Graciosa, a que traz Felicidade.

O quartinho com o tema das princesas todo em tons rosados, albergou roupa, sapatos, lençóis, xailes e tudo o que mais houvesse numa extensa paleta de cores rosáceas.

Quando ecoou o choro potente e vigoroso do seu recém nascido, ouviu que tinha um lindo menino cheio de força, e só então percebeu que afinal o Google também erra.

Tema da semana: O Google está errado

Miss Lollipop escreve aqui

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