Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Desafio de Escrita

Tema #16 Fátima Cordeiro

07
Jan20

Intervenção da narradora-autora: Comunicado urgente. A história regressou à normalidade. Voltamos ao café onde Guillaume está a pagar cervejas a Guilherme. Para além de pagar cervejas ouve-o narrar a sua incrível e triste história do fim-de-semana nada romântico na “Cidade dos Arcebispos”. E ouve-o lamentar-se da sua vida, embora não perceba metade do que ele diz.

Guilherme: Oh minha vida… Tenho 50 anos + IVA e ainda não aprendi como se faz. Ser adulto: Ainda não entendi o que é para fazer! Sempre tive alguém que me fizesse as coisas. A Matilde, claro. E durante a separação tinha uma empregada que ia lá a casa. Todo o dinheiro que ganhei durante essa época foi para ela. Mas foi bem gasto! Depois fiz as pazes com a Matilde e foi uma época boa. Eu só pagava as contas. E agora. Ela está em coma. Quem cuida de mim? E agora eu ainda tenho um cão para cuidar…

Guillaume: Um cão… Um chien?

Guilherme: Sim, o Constante. O cão mais esfomeado do universo. Não o posso deixar sozinho em casa, come tudo o que vê na frente. Bem, quase tudo. Por isso tenho de lhe deixar comida sempre à mão.

Guillaume: Le chien le plus affamé!...

Guilherme: Sim, é isso. Queres ficar com ele? Levá-lo para França?

Guillaume: Non… Não, vivo num apartamento. Je n'ai pas besoin d’un chien affamé!...

Guilherme: Ah… Preciso de tempo para sair com amigos depois do trabalho e de alguém que vá ao supermercado, cozinhe e trate da roupa para mim. Será que toda a gente sabe do que é ser adulto menos eu?

Guillaume: Je sais… #adulting… Difícil. Só depois… Après 30 ans, je suis devenu adulte. C’est dificile! Mas valeu a pena. Aujourd'hui, c'est plus facile d'être un adulte. Mais ça a pris du temps!... Plus de dix ans! Bonne chance et beaucoup de patience pour vous!...

 

Tema da semana: Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer

Fátima Cordeiro escreve aqui

Acompanha todos os posts deste desafio aqui

Segue-nos na nossa página do facebook

Tema #16 Outra

07
Jan20

Achei sempre que não ia chegar à vida adulta. Sim, era um medo estúpido qualquer que não me deixava fazer grandes planos a longo prazo. Sabia só que não queria ser como toda a gente: ter um trabalho, uma casa, filhos, enfim, o que eu achava ser uma vida demasiado simples para mim. Queria fazer mais, ser mais...não sabia concretamente onde faria a diferença, mas tinha a certeza que faria...Soube apenas o que queria estudar...já não foi mau.

Tudo aquilo que achei simples demais naquela altura, deixei de achar e sim também quis um trabalho, uma casa, um filho. Descobri que a vida adulta traz muita coisa que não interessa: impaciência, rabugice, intrigas, conflitos, guerras no trabalho, guerras por causa de bens , pais que não falam com filhos, filhos que não falam com os pais.

Descobri que se é assim, então não entendi mesmo o que é para fazer! Porque na verdade o maior desta vida são as coisas pequenas, simples, aquelas da simplicidade que eu tanto desdenhava...E é nessas coisas simples que me revejo...

Só sei o que não é para fazer. O resto, vou descobrindo.

 

Tema da semana: Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer

Outra escreve aqui

Acompanha todos os posts deste desafio aqui

Segue-nos na nossa página do facebook

Tema #16 Catarina Reis

07
Jan20

Ainda não entendi o que é para fazer. Passamos os dias a ansiar pela maioridade depois quando a alcançamos não percebemos nada. Trabalhamos de sol a sol para receber um ordenado que se gasta muito mais depressa do que se ganha. Procuramos um companheiro de vida embora as estatísticas do divórcio assuntem qualquer um. Tentamos ser bons para os outros mas se formos demasiado bons depressa seremos espezinhados por alguém. Resolvemos ser pais e nunca mais voltamos a ter uma boa noite de sono na vida.

No fundo a vida adulta assemelhasse a nadar em mar aberto, estamos constantemente a lutar para não nos afundarmos.

Eu ainda não percebi o sentido da coisa. Devemos continuar neste caminho que todos seguem igual a um rebanho de ovelhas. Ou se devemos mandar tudo ao ar e fazer algo diferente.

Não sei ao certo o que devemos fazer nesta vida adulta e penso que grande parte partilha a mesma duvida que eu.

Se sairmos à rua e questionarmos as pessoas estou certa que todos diriam coisas diferente. Todas certas e todas erradas, depende do ponto de vista.

 

Tema da semana: Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer

Catarina Reis escreve aqui

Acompanha todos os posts deste desafio aqui

Segue-nos na nossa página do facebook

Tema #16 Triptofano

07
Jan20

Qual é o nosso propósito de vida?

Quando éramos crianças vivíamos fascinados com a altura em que seríamos oficialmente adultos, em que poderíamos fazer parte de todas as conversas sem olharem para nós com condescendência, a possibilidade de conduzir, de tomar decisões, de fazer as nossas próprias regras.

Mal sabíamos que a infância é a maior das bênçãos, uma altura em que a vida corre ligeira, sem grandes preocupações e onde a única fronteira é a da nossa imaginação.

Quando chegamos à vida adulta entramos numa rotina desenfreadamente aborrecida, de casa, trabalho, trabalho, casa, com algumas paragens para comer e dormir.

Os sonhos infantis de quem queríamos ser parecem ser fruto de uma vivência de outra dimensão, e entregamos-nos a todos os pequenos prazeres que conseguimos encontrar na esperança de ser felizes.

Comemos como se não houvesse amanhã, estamos horas e horas enfiados num ginásio, gastamos o ordenado de dois meses em vinte minutos de compras, fodemos com os nossos parceiros e muitas vezes com os parceiros dos outros, bebemos, drogamos-nos, rimos, gritamos, andamos sem rumo ou com rumo a nada, trabalhamos até nos caírem as pestanas para sermos mais ricos que os vizinhos do andar do lado, colocamos mamas e cu e rabo e se fosse possível até uma nova personalidade.

Fazemos tudo para sermos felizes, porque a nossa infelicidade é inata, a nossa tristeza com a vida é crónica, simplesmente porque não sabemos qual é o nosso propósito de vida!

Deveríamos ir para África ajudar os carenciados? Salvar todos os animais de rua? Escrever um livro que fosse uma inspiração para milhares? Enveredar-mos pela política para combatermos a corrupção? Tornarmos-nos estrelas porno para sermos a fantasia masturbatória de muitos?

Qual é afinal o nosso propósito de vida? O que é que vocês acham que estamos aqui a fazer?

 

Tema da semana: Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer

Triptofano escreve aqui

Acompanha todos os posts deste desafio aqui

Segue-nos na nossa página do facebook

Tema #16 Gabi

07
Jan20

Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer

Antes pensava como seria, agora há muito que já sei como foi, primeiro amor, conduzir, trabalhar, perdas.

Encontrei adultos com vinte anos e crianças com quarenta.

A vida acontece e o tema aplica-se bem a mim porque ainda não entendi o que é para fazer.

Os adultos que encontrei eram pessoas fortes e boas. Sobre a vida adulta é isso que devo tentar fazer e ser.

 

 

Tema da semana: Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer

Gabi escreve aqui

Acompanha todos os posts deste desafio aqui

Segue-nos na nossa página do facebook

Tema #16 Miss X

07
Jan20

Querido Sentido da Vida,

Não sei se existes e a existires não sei por onde andas.

Uns dizem que estás no deserto, outros no mar, outros no céu. Sei que te persigo num misto de espanto e incompreensão, sempre acreditando que te vou encontrar e que me dirás qual a minha missão no mundo.

Não, ainda não entendi o que é para fazer, o que estou aqui a fazer.

Durante a minha infância eras tu que ali estavas sempre ao meu lado. Tudo fazia sentido, tudo tinha um sentido, existias, justificando a minha existência nas mais pequenas coisas.

Só que as pequenas coisas cresceram e desapareceste na grandeza delas.

Perdi-te e não sei onde te encontrar.

A vida perguntou ao sentido quanto sentido a vida tem. O sentido respondeu à vida que a vida tem tanto sentido quanto sentido o sentido tem.

Reinventei-te nesta lengalenga que canto no apequenar das coisas que se tornaram demasiado grandes para mim. 

É no pequenino da vida que procuro todo o sentido que perdi.

Ainda existes? Onde estás?

A tua,

X

 

Tema da semana: Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer

Miss X escreve aqui

Acompanha todos os posts deste desafio aqui

Segue-nos na nossa página do facebook

Tema #16 Charneca em Flor

06
Jan20

Vida adulta? O que é isso?

 

Mas como é que é possível?! Eu já tenho 45 anos?! Nem posso acreditar.Os anos passaram num piscar de olhos. Ainda  me sinto uma adolescente de 15 anos. Afinal que diferença há entre uma miúda de 15 e uma adulta de 45? Três décadas de diferença, obviamente.

Isto a que chamam vida adulta é uma grande chatice. A sociedade exige que um adulto siga um guião pré-definido. Primeiro que tudo é preciso ser uma pessoa responsável, arranjar um emprego respeitável, pagar impostos, comprar uma casa e um carro, casar, ter filhos, economizar para a reforma. Um tédio. A mim não me apetece fazer nada disso. Nunca seria feliz com uma vida assim, rotineira e aborrecida. Eu quero continuar a viver a vida sem preocupações.Para mim, o trabalho não me realiza. É, apenas, um intervalo entre as viagens que eu quero fazer. Quero continuar encarar a vida como uma brincadeira constante. Os meus olhos ainda brilham de felicidade quando me delicio com algodão doce ou gelados de feira. Quero sair à rua com tranças ou totós sem me preocupar com o que os outros pensam. Quero saltar de alegria na praia ao pôr-do-sol.

A minha família não me compreende e tem muita dificuldade em aceitar este estilo de vida.  Se calhar, estou a ser egoísta por não me importar com as preocupações que causo aos meus pais. Às vezes penso no dia de amanhã, se terei capacidade de continuar a levar este tipo de existência. Ao fim de 2 minutos esqueço logo esses pensamentos.

A minha mãe pergunta-me, constantemente:

- E o futuro, filha? Tens de pensar no futuro.

E a minha resposta é sempre a mesma:

- O futuro, minha mãe?! Logo se vê quando lá chegar. Por enquanto quero continuar a acreditar que sou uma adolescente.

A única coisa que eu desejo é ser feliz. A minha felicidade está à distância que estiver o meu próximo destino.

 

 

Tema da semana: Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer

Charneca em Flor escreve aqui

Acompanha todos os posts deste desafio aqui

Segue-nos na nossa página do facebook

Tema #16 Ana Sofia Neves

06
Jan20

A vida adulta está cheia de estereótipos e regras que devem ser seguidas. Confesso que isto me faz comichão. Nesta sociedade é obrigatório casar e ter filhos. Ah, e quando digo casar é com pompa e circunstância, viver junto e casar sem festa não conta. Depois vem a parte dos filhos, somos “obrigadas” a ter filhos, a deixar descendentes e se não queremos somos más mulheres, más pessoas e egocêntricas.

Além disso, também somos “obrigados” a gostar e a viver o natal, a passagem de ano e as restantes festividades como os demais. Se não gostamos deste tipo de festividades somos logo rotulados de esquisitos...

No que me diz respeito, sou um bocado do contra. Não gosto de aglomerados de gente, de festas e nem de pessoas a fazerem figurinhas. Casei de calças de ganga, num dia de semana, apenas no civil, depois de vivermos 2 anos juntos. Ouvi várias piadas, até da família chegada, a dizer “Então não há festa? Não levam presentes!” Ó meus queridos, metem os presentes no vosso buraco mais próximo... Ainda ouvi afirmarem que “não somos nada casados, porque não houve festa”. Ó meus queridos, se querem festa, façam-na vocês, mas não me convidem que eu não vou... E mais “Eles são esquisitos”. Ó meus queridos, com muito gosto...

Para além disso, e como não gosto de aglomerados de gente, prefiro o meu cantinho, também sou muito criticada quando declino os convites para casamentos, batizados e afins... parece que somos “obrigados” a dizer que sim. Ó meus queridos, não me convidem, porque eu não vou... Já deixaram de me falar e levaram a mal, mas lá está “somos esquisitos”. Ó meus queridos, sejam felizes e deixem lá as minhas coerências. Quem nunca ouviu dizer por aí “ não me apetece nada ir”, eu respondo, “Então não vás!” e ao que me respondem “mas parece mal”. Aí passo-me dos carretos, aflige-me as pessoas viverem em função daquilo que os outros pensam ou deixam de pensar, viverem de aparências, fingimentos e incoerências.

No que diz respeito à parte do ter filhos, não tenho e não faz parte dos meus planos de vida, aliás, nunca fez. Não é uma decisão de agora, mas de sempre. Neste assunto é que a porca torce o rabo. As pessoas perguntam “então e os filhos” e ai de mim se respondo que “Não, obrigado!”. Sou logo bombardeada com todo o tipo de comentários e ataques de pessoas que dizem que é pecado e blá, blá, blá... Acabo logo ali a conversa dizendo para terem eles, ainda vão a tempo e para se preocuparem com a vida deles que da minha sei eu cuidar. Só este tema dos filhos dava pano para mangas, mas não há espaço...

Por isso, nesta vida de adulta, eu já entendi o que é para fazer, de acordo com as minhas ideias e princípios, mas sei que muita gente ainda não entendeu o que é para fazer!

Um desejo para 2020, sejam coerentes e verdadeiros e serão muito mais felizes! Ah, e não se preocupem com o que os outros pensam ou deixam de pensar...

 

Tema da semana: Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer

Ana Sofia Neves escreve aqui

Acompanha todos os posts deste desafio aqui

Segue-nos na nossa página do facebook

Tema #16 Magda

06
Jan20

já se inscreveram no segundo desafio?

 

Quando era gaiata sonhava em ser adulta apenas e só para poder ter tempo para ler e não ter de me preocupar em estudar.  Quer dizer, não que eu me preocupasse muito em estudar (que eu só queria mesmo era não chumbar) mas gostava da ideia de sair do trabalho e pronto, acabou ali, em casa só teria de ler.

Pois... a parte que não sabia é que, com a vida adulta vem os empréstimos para comprar casa ou carro e todas as despesas a pagar. Contas e contas em número superior ao do ordenado (mas não em valor superior ao ordenado que, para viver acima das possibilidades já basta ao nosso governo). Com a vida adulta vieram os filhos (na altura em que sempre disse que seria mãe) e com os filhos ainda mais despesa (continuando o seu valor a ser inferior ao do rendimento).

Vida adulta... ainda não entendi como posso ter mais tempo para ler (e tanto que precisava de mais tempo para ler). Ainda não entendi como posso ter menos contas a pagar todos os meses ou como posso ter maior rendimento.

Eu até diria mais... vida adulta, acho que ainda não cheguei a essa fase. Continuo a sentir-me uma adolescente parva (ou vá, menos parva que os outros) com demasiadas responsabilidades. Continuo a sentir-me uma adolescente que apenas quer dividir o seu dia em três partes: dormir, estar com a família e ler. Se bem que as duas últimas se podem juntar numa só...

 

Tema da semana: Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer

Magda escreve aqui

 Acompanha todos os posts deste desafio aqui

Segue-nos na nossa página do facebook

Tema #16 Just Smile

06
Jan20

A vida é demasiado complicada para conseguir entender o que realmente andamos por aqui a fazer. E ser-se adulto? Que raio de coisa é essa mesmo sabendo que todos iremos ter o mesmo destino final? É que desse não nos escapamos! Andamos por cá sem saber bem o que procurar, sem saber bem o que precisamos de fazer neste mundo, como uma espécie de baratas tontas com tanto para fazer e sem perceber a sua razão de ser. Estas introspeções todas não são fáceis, trazem-nos dúvidas, questões às quais muitas vezes não conseguimos obter respostas. Isto de ser adulto tem muito que se lhe diga! Giro, giro era quando ainda eramos crianças e a inocência da vida nos invadia, agora? Agora parece tudo bem mais complicado e parece que não sabemos o que andamos por aqui a fazer. Mas também acredito que é tudo uma questão de fases. Às vezes parece que já projetamos toda a nossa vida e que sabemos o que realmente queremos fazer com a nossa vida. Outras vezes damos por nós sem saber que caminho tomar, sem saber o que andamos cá a fazer e para o que estamos predestinados. São fases… Por isso, saber o que andamos ou não a fazer por aqui? Tudo depende de fases…

Tema da semana: Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer

Just escreve aqui

 Acompanha todos os posts deste desafio aqui

Segue-nos na nossa página do facebook