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Desafio de Escrita

Tema #16 Mula

05
Jan20

Disseram-me que crescer era trabalhar, casar, ter casa e carro, ter contas para pagar e decisões a tomar. Então eu cresci - essencialmente para os lado -, arranjei trabalho, casei, comprei casa e carro e contas era o que não faltavam para pagar. E assim vivi. Cresci cedo, muito cedo, ainda sem o peso da responsabilidade do que era ser um adulto. Aprendi on job, sem espaço para formação ou worshops. Não aprendi, fui aprendendo à medida das necessidades. Não vivi, fui vivendo à medida das possibilidades. Não amadureci, fui amadurecendo à medida das obrigatoriedades. Fiz tudo o melhor que sabia, com as ferramentas da infância e da adolescência, cresci o melhor que consegui. Fui caminhando sem saber muito bem por onde estava a pôr os pés. Caí tantas e tantas vezes, cometi tantos e tantos erros e tantas vezes os mesmos. A verdade é que ninguém nos diz o que fazer ou como fazer. Não há formulas mágicas, ou certas e definidas. Mas defini objetivos, tracei planos.

 

Mas os objetivos não se cumpriram e os planos saíram furados. Deixei de ter casa própria, descasei-me e regressei ao quarto de infância, as contas reduziram-se para metade - haja alguma coisa boa na regressão! - e as decisões... Tantas que foram adiadas... Fiz e desfiz e continuarei a fazer e a desfazer enquanto não entender o que é para fazer.

 

Tomar decisões parece cada vez mais difícil, com os anos. Não deveria de ser ao contrário? Com o tempo ,decidir, não deveria de ser mais fácil? Não deveríamos de ganhar prática? Mais traquejo?

 

Quando era mais nova, já tive um livro carregado de texto, bem escrito, definido.

 

Neste momento sinto que tenho um livro de rabiscos...

 

Não, definitivamente ainda não percebi o que é para fazer... E sinto que conduzo esta pseudo-adultez de modo cada vez mais atabaolhado.

 

 

Tema da semana: Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer

A Mula escreve aqui

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Tema #16 - José da Xã

04
Jan20

 

Após alguns pequenos avanços e muitos recuos na vida, Malquíades conseguira finalmente assentar num trabalho onde, estranhamente, se sentia bem.

A sua primeira opção de emprego como jornalista não havia corrido de forma iluminada. Diversos conflitos com colegas e maioritariamente com o chefe da redacção, fizeram com que abandonasse o jornal mais cedo do que gostaria.

Saltitou de emprego em emprego (chegou mesmo a concorrer a Pai Natal!!!), até parar naquela agência onde a sua única função seria… escrever. Ao que constava figuras mais ou menos públicas tinham blogues, mas eram os outros que escreviam os supostos textos. Para Malquíades a situação era confortável desde que lhe pagassem. E pagavam… principescamente.

O pior mesmo ocorreu quando lhe encomendaram um texto sobre um tema quase filosófico. O tipo que solicitara o trabalho à agência era um pequeníssimo “bloguer” de nome bizarro e que se confundia com uma bebida. O tema versaria: “Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer”.

- Que raio de tema escolheu este tipo… - pensou o escritor a soldo.

Perguntou quantos dias teria para escrever…

- Mais ou menos 15 dias, mas convém que escrevas quanto mais cedo melhor, porque recebe-se mais algum… – confidenciou o chefe.

Sentado à secretária na sua casa e enquanto afagava docemente o Aissú, o jornalista ficou muito tempo a matutar. De súbito, como era seu apanágio, virou-se para o portátil e começou furiosamente a escrever. Ao cabo de uns bons minutos parou, releu o que redigira sobre o tema encomendado e um sorriso meio traquina aflorou ao rosto.

Tocaram à campainha da rua.

- Quem será a esta hora? – perguntou, visivelmente desagradado.

Malquíades abriu a porta para surgir na sua frente… Beatriz. Linda como sempre.

- Bia? Mas… mas… Não estavas em Barcelona numa exposição?

- Estava sim – pondo-se em bicos dos pés espetou um ósculo no namorado.

Depois entrou e sentando-se no sofá, chamou-o:

- Anda, senta-te aqui ao pé de mim que tenho uma coisa para te dizer.

- Mau… que se passa?

- Estás preparado para me ouvires?

Nunca estava, mas mentiu:

- Sim… sim… estou…

- Estou grávida… Vais ser pai… - confessou com um sorriso luminoso.

Malquíades sentiu-se gelar. Um rol de emoções no coração… Pai? Iria ser pai? Mas ser pai era coisa de…

Olhou para o portátil e percebeu que tinha muita coisa para alterar no texto acabado de escrever.

 

Tema da semana: Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer

José da Xã escreve aqui

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Tema #16 Maria Araújo

04
Jan20

Pois! Ainda não entendi o que é para fazer sobre a vida adulta, nem eu própria sei se sou suficientemente madura para escrever um texto complexo.

Pensei, então, em alguns casos que conheço de adolescentes que são adultos e adultos que são adolescentes.

Se nos tornamos adultos aos dezoito anos, não é a idade que determina que o somos.

Como sabemos que somos adultos?

Por esse mundo fora, há crianças que ficam sozinhas, tornam-se adultas sem o querer, as guerras e as catástrofes levam-lhes os pais, os avós, os parentes mais próximos, tomam a responsabilidade de cuidar os que ficam.

Os adolescentes que vivem com pais alcoólicos e/ou drogados, que assumem o papel dos seus progenitores, chamam a si a responsabilidade de cuidar deles, de lhes ensinar o caminho certo para se curarem, suportando as birras e insinuações perigosas de falta de respeito, e que marcam rpofundamente as suas vidas.

A nova geração que se preocupa com o ambiente, com um futuro mais sustentável, confrontando-se com os adultos no e do poder que agem como crianças egoístas e orgulhosas.

Os adultos ( imaturos) que escolhem o caminho do seu próprio conforto. Fingem que não têm problemas, deixam para a família as suas responsabilidades de pai e /ou mãe usando mecanismos de defesa para aparentar que tudo está bem na sua vida, olham para o seu umbigo, os seus interesses estão em primeiro lugar.Vivem no mundo da lua, não resolvem nada , seguem a sua vida como se nada aconteça. Mas procuram os pais quando precisam que estes lhes resolvam a sua situação financeira ( conheço esta realidade)

E há os adultos maduros, aqueles que vivem para os seus, que reflectem naquilo que querem da vida, assumem os problemas e a responsabilidade em os resolver, têm o bom senso de seguir as regras sociais, respeitam os outros , agem para o bem de quem os rodeia, aceitam-se melhor e aceitam a diferença, preocupam-se com os outros, sofrem com as pequenas coisas que afetam a sua vida ou a das pessoas que fazem parte deste planete, as suas prioridades já não são só as suas, vêem o mundo de outra forma: o outro faz parte da sua vida, também.

São estes que procuram e entendem o sentido da vida, reconhecem que são vulneráveis, mas suficientemente maduros e capazes de gerirem os seus conflitos de forma saudável.

 

Tema da semana: Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer

Maria Araújo escreve aqui

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Tema #16 Biiyue

04
Jan20

Por onde começar? Sou a mestre a queixar-me. 

Afinal quando é que já me posso considerar uma adulta...

Acho que me posso considerar adulta, visto que um dia de trabalho vai para a segurança social. Descobri como passar recibos indo à net. E não vamos sequer falar de irs porque isso também ninguém nos ensina. 

Pagar contas com taxas estupidamente altas ao fim do mês. Uma pessoa dá a contagem, mas nem assim se safa. 

Compras. Não vale a pena ter uma lista, inevitavelmente traz-se sempre algo a mais porque estava em promoção. E assim vai voando o dinheiro.

Posso ainda não ter trabalho num ambiente de trabalho de 8h x 5 dias, mas todos os problemas mesquinhos que as pessoas conseguem arranjar, todas as preocupações que se trazem para casa, todo o stress. E nem vamos falar da falta de tempo e dos horários inflexíveis.

Pressão. "Para quando se casam?" "Para quando filhos?" "Para quando assentarem?", as típicas perguntas da família sobre a vida. Não vamos perguntar o mais importante "como estas?", "como esta a tua saúde mental e física?", somo adultos e é suposto manter as aparências.

Julgamentos. É suposto manter-se uma postura mas a linha é muito ténue. As conversas alheias a julgar, por estar mais ou menos arranjada, por falar bem ou não, por postar isto e aquilo. Já existem problemas de adulto que cheguem, qual a necessidade de criar mais.

Transportes ou andar de carro e quando a pessoa da frente não se sabe mexer. Os nervos sobem, as palavras saem e depois há atrasos.

No meu caso e de mais não sei quantos jovens adultos, onde é que é possível neste país sustentarmo-nos sozinhos com o ordenado mínimo e não ter que pedir ajuda aos pais. Ou mesmo que até se consiga, no caso de uma emergência não existe dinheiro de parte porque esta todo contado.

Decisões de vida. Quando não há escapatória e temos que tomar uma decisão que irá ditar o rumo da nossa vida futura.

Se houver mais digam, porque a lista não acaba por aqui. Cada adulto sofre de um problema diferente. E todos nós em vários momentos da nossa vida perguntamos "O que é suposto fazer? Ninguém me avisou que ia ser esta dor de cabeça!".

 

Tema da semana: Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer

Biiyue escreve aqui

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Tema #16 Ana de Deus

04
Jan20

quando eu era miúda pensava que ser adulto era ter mais de vinte anos (os meus pais tinham vinte e quatro e vinte cinco quando eu nasci). fazer vinte e um foi para mim um balde de água fria pois não notei diferença nenhuma. constatei então que tudo continuava a rodopiar da mesma forma que no dia anterior ao meu aniversário. confesso que ainda não entendi o que é a vida adulta. e estou a parcos meses de celebrar meio século. ter autonomia em todos os sentidos, alugar a minha primeira casa, tudo isso aconteceu pelo meu mérito, sem eu sentir que era mais adulta por o ter conquistado. comprar casa, vendê-la e alugar uma maior. não o considero ser adulta. a vida avança e nós avançamos com ela se formos responsáveis. nisso eu acredito. se tivermos discernimento, olhamos para trás e vêmos os padrões e entendemos a sua origem.

 

Tema da semana: Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer

Ana de Deus escreve aqui

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Tema #16 David Marinho

04
Jan20

Sou adulto? Cheguei lá e ninguém me avisou?

É que ser adulto não é aquela coisa em que tudo o que façamos traz responsabilidade e deixamos de ter inocência perante as coisas?

Qual a piada de ser adulto, afinal?

Bem, deixemo-nos de coisas.

Esta vida é cansativa, burocrática e precisa constantemente de dinheiro para "sobreviver". Imaginem dizer a uma criança que de todos os sonhos que têm, vão desaguar nisto: em luta constante por dinheiro para pagar as contas. 

Não, agora a sério.

Não sei mesmo como isto se processa.

Aprendi a pôr uma máquina da roupa a trabalhar. UMA MÁQUINA DA ROUPA A TRABALHAR! (colocar o detergente e o amaciador sem trocar e sem desgraçar o bicho, é arte).

E mais, a emoção que era receber uma espumadeira porque não tinha e precisava, para tirar as couves para o bacalhau! UMA ESPUMADEIRA! Quem sou eu? O que me fizeram? 

E para "vadiar"? Não, David. Tu agora tens uma casa e precisas de ser chefe exemplar de família, não te divertires para não gastares o dinheiro todo e preocupares-te constantemente com as contas e com as coisas todas.

Não, não, não. Não sei como se processa. É que ainda não deixei de ter prazer pela vida para andar a viver numa caverna. Mesmo com subscrição paga da Netflix.

Depois vêm os débitos directos, assinaturas por tudo e por nada, contratos e mais contratos, mudanças de moradas e números de coisas no geral.

E dinheiro a sair? Nunca vi tal coisa. É que enquanto levanto 10, retiram da conta por mim aos 100 e aos 200 de cada vez. A sensação que me dá é que li mal as letras pequenas e agora pago por isso.

E o tempo que precisei para perceber que agora era dono de mim mesmo a 100%? Enquanto todos os procedimentos decorriam, ainda era dono dos pais e dessa melancolia que a vida nos traz. Mas agora sou dono de mim, respondo literalmente por tudo o que faço. E é uma mudança de paradigma tão grande que às vezes não sei mesmo como tudo se faz.

Mas ao mesmo tempo é tão bom!

Tudo, mas mesmo TUDO é uma descoberta interessante. Era como se ter braços e pernas afinal fizessem sentido. Mas ainda vou tendo a fase do “desmame” e tem dias que são tão difíceis.

 

Tema da semana: Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer

David Marinho escreve aqui

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Tema #16 Joana Rita Sousa

04
Jan20

título: ainda não lhe apanhei o jeito, mas estou a esforçar-me

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ah, a vida adulta. a responsabilidade, o trabalho, as contas para pagar, o que se pode ou não fazer, o que se deve ou não fazer. o abandono da infantilidade que em nós habita, o desprezo pelo adolescente que fomos. temos de fazer tudo isto, sem um manual e com diversos guias.

inspiramo-nos nas pessoas que admiramos e desenhamos o cenário "quero ser assim" ou "não quero ser assim". isso obriga-nos a ter várias pessoas como modelos ou exemplos, pois ninguém é perfeito e há isto ou aquilo que não gostamos ou que nada tem a ver connosco. é difícil, não é? tudo depende muito de várias cenas e coisas. fica muito confuso, não fica?

e o tempo vai passando, pois não conseguimos cristalizá-lo enquanto avaliamos tudo e todos à procura da melhor forma de ser adulto.

marcamos pontos por ter um trabalho, mas perdemos por não ser um emprego.

marcamos pontos por sermos simpáticos, mas perdermos pois não temos ainda um namorado ou um marido para apresentar à família.

marcamos pontos por gostarmos de crianças, mas perdemos por ainda não ter uma gerada no nosso ventre.

neste deve e haver dos pontos no progresso da vida adulta, permanecem muitas dúvidas e algumas certezas. mas, hey, o tempo segue e temos de seguir caminho. podemos admitir que estamos todos perdidos, que isso faz parte e que passamos a maior parte do tempo a fazer o melhor que sabemos? 

 

Tema da semana: Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer

Joana Rita Sousa escreve aqui

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Tema #16

03
Jan20

já se inscreveram no segundo desafio?

 

Para a 16ª e penúltima semana convidamos os participantes a escrever sobre o tema:

Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer

As regras foram simples: em língua portuguesa (com ou sem acordo), prosa ou poesia e, no máximo, 400 palavras.

Podem ir visitar os blogs dos participantes abaixo listados para conhecer os textos que foram agora publicados ou podem, nos próximos dias, conhecê-los aqui.

 

3ª Face escreve aqui

A Gorda escreve aqui

Alexandra escreve aqui

Ana de Deus escreve aqui

Ana Sofia Neves escreve aqui

Belinha Fernandes escreve aqui

Biiyue escreve aqui

Bla Bla Bla escreve aqui

Caracol escreve aqui

Catarina Reis escreve aqui

Charneca em Flor escreve aqui

Coiso escreve aqui

Drama escreve aqui

Fatia escreve aqui

Fátima Cordeiro escreve aqui

Gabi escreve aqui

Happy escreve aqui

Inês Norton escreve aqui

Inês Pereira escreve aqui

Insensato escreve aqui

Isabel Silva escreve aqui

Joana Rita Sousa escreve aqui

José da Xã escreve aqui

Just escreve aqui

Lara Monteiro escreve aqui

Magda escreve aqui

Maria escreve aqui

Maria Araújo escreve aqui

Mia escreve aqui

Miluem escreve aqui

Miss X escreve aqui

Mula escreve aqui

Osapo escreve aqui

Outra escreve aqui

Pó de Arroz escreve aqui

Sarin escreve aqui

Silvana escreve aqui

Sónia Figueiredo escreve aqui

Triptofano escreve aqui

 

E esta semana tivemos a participação especial do David Marinho que escreve aqui

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Tema #15 Insensato

03
Jan20

O Pai-Natal há muito solicitou a reforma. Demência e artrites várias não foram razões suficientes para que o Governo português agilizasse o processo com a rapidez necessária. Afinal, ele não se dedicou à política, nem manteve conhecimentos em certa orla social. O deferimento foi conseguido já no mês de dezembro, o que desesperou Rodolfo, incumbido de recrutar um novo sujeito para o cargo, independentemente da nacionalidade

Não foi difícil divulgar a vaga de emprego. Os candidatos logo surgiram, em grande número, para tão curto espaço de tempo, entre homens e mulheres repletos de energia, esteroides e algum botox. Na fila de espera, as conversas divergiam entre aqueles que temiam tornar-se “porcas”, com a chegada da época natalícia, sem acesso ao ginásio e os que receavam a ausência de internet móvel, por forma a divulgar as fotografias das funções, nos diferentes lugares. Isto, sem esquecer a falta de tempo para as “nudes”, testar e divulgar mil e um produtos de cosmética, sem quaisquer conhecimentos.

De repente, sem qualquer alerta vermelho prévio, a depressão Elsa instalou-se.

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Perante ventos e chuvas fortes, a maioria dos candidatos buscou auxílio nos pais, alguns deles sem poder vislumbrar o merecido descanso, já que o mimo excessivo, outrora dado, tornou-os escravos das suas crias. Não obstante a idade e a fase adulta, molhar as roupas ou as botas, não poder exibir os modelos e o corpo, combinados com a traje, levou à desistência de outros. Alguns deles, apesar das adversidades do clima, aproveitaram para tirar algumas fotos no rio Mondego, fazendo referência, nas redes sociais a Veneza.

Para dificultar ainda mais a árdua tarefa de Rodolfo, perante candidatos tão inusitados, cuja palavra “vergonha”, proferida na Assembleia da República, ecoava na sua cabeça, um apagão fez-se sentir. O vento embalou muitas famílias, de velas acesas, durante o jantar. Em muitos pontos do país, o espírito de natal disseminou-se, considerando outros tempos, com as famílias a conversar, algumas com o som do rádio, enquanto saboreavam os alimentos e a presença dos seus elementos. Neste ano não houve Pai-Natal. Perante as adversidades, o estado da calamidade e a ausência de tempo, Rodolfo reabrirá as candidaturas no próximo ano. Entretanto, há que consciencializar a população para esta quadra, uma vez que têm vindo a aumentar os sem-abrigo, a fome, a futilidade e a falta de respeito pela natureza.

 

Tema da semana: O Pai Natal decidiu reformar-se e as entrevistas começam esta semana. Descreve uma dessas entrevistas na perspectiva do recrutador de recursos humanos: A Rena Rudolfo.

Insensato escreve aqui

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Reflexão - Charneca em Flor

03
Jan20

 

Os Pássaros fizeram a proposta mas eu tenho andado muito ocupada e ainda não tinha tido a oportunidade. O Natal e a minha viagem de fim de ano ocuparam todo o espaço disponível na minha cabeça. Comecei a escrever este texto no Aeroporto Saint-Exupéry em Lyon enquanto esperava o voo que me trouxe de volta a Portugal. E que sítio seria mais inspirador do que um Aeroporto que carrega o nome de um dos meus escritores favoritos?

Agora indo ao ponto que me leva a escrever este desabafo, o Desafio de Escrita dos Pássaros tem sido muito enriquecedor por vários motivos. Embora sempre tenha gostado de escrever, esta foi uma prova de fogo que me fez sair, muitas vezes, da minha zona de conforto com os temas que foram sendo propostos. Semana a semana aprendi muito sobre mim e sobre a minha forma de escrever.

Em primeiro lugar, foi um desafio à minha capacidade de síntese porque foi muito difícil para mim que todas as ideias coubessem em 400 palavras, apenas. Apercebi-me que utilizo um vocabulário muito limitado. Tendo em conta que a língua portuguesa é tão rica, é uma pena não escrever com um maior número de palavras diferentes. Outro facto interessante, foi a constatação da minha insegurança embora isso não tenha sido uma grande surpresa. Quando leio os outros textos não consigo deixar de comparar a qualidade da minha escrita com a dos outros participantes. Na verdade, acompanhar as partilhas dos outros autores faz-nos imergir num verdadeiro banho de talento literário. E, na minha opinião, eu fico sempre a perder. Eu sei que este desafio não é um concurso mas não consigo evitar. Na verdade, acompanhar as partilhas dos outros autores faz-nos imergir num verdadeiro banho de talento literário. Estou a contar que algumas gotas desse talento cheguem até à minha humilde pessoa,

Seja como for não será a minha insegurança que me fará parar. Contem comigo e com as minhas limitações para o Desafio de Pássaros parte II.

 

 

 

Charneca em Flor escreve aqui

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