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Desafio de Escrita

Pré-desafio Maria Araújo

23
Jan20

Os pássaros convidaram os novos participantes do segundo desafio de escrita para isto:

"Contem-nos as razões que vos levaram a inscrever no desafio de escrita dos pássaros e o que dele esperam";

e para os que participaram e continuam nesta segunda edição, isto:

"Os que participaram no primeiro desafio e nos enviaram a reflexão estão convidados a também escrever mas, se quiserem, tem dispensa. Mas não se habituem..."

Ora dezassete semanas foi o tempo que dedicamos à escrita de dezassete temas, que recebiamos por mail às 19h00 de cada sexta-feira da semana, para ser publicado na sexta-feira seguinte às 15h00, que provaram que, uns dias mais inpirados que outros, somos capazes de levar para a frente os nossos desejos, encarar os receios, testarmo-nos a nós próprios.

Passaram depressa estas dezassete semanas.

E no final fiquei com a sensação de desafio foi cumprido.

Parece-me que os temas das próximas semanas vão ser mais desafiantes, vão dar-nos muito que pensar, e escrever.

Confesso que me deu imenso gosto ter participado no desafio anterior de tal forma que, quando recebi o e-mail a convidar para esta segunda edição, não hesitei " Vamos lá continuar", pensei.

E se depender de mim, cumprirei as dez semanas.

Aos novos pássaros sejam bem-vindos, superem-se.

Aos que por cá continuam, boas escritas.

 

Maria Araújo escreve aqui

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Pré-desafio Alice Barcellos

A menina que aprendeu a voar

23
Jan20

Era uma vez uma menina que invejava os pássaros. Não era uma questão de gostar pois até nem lhes achava muita piada como a outros animais. Os pássaros não lhe despertavam a mesma ternura do que os cães, nem a mesma curiosidade do que os gatos. Tinha pena dos que estavam fechados em gaiolas, como os do seu avô, que viviam aos saltinhos tristes dentro daquelas pequenas prisões, alegrando a casa com o seu canto aos primeiros momentos do amanhecer.

Ficava, contudo, fascinada com a capacidade de voar. Era isso que mais invejava. Era capaz de estar horas deitada no jardim, nas tardes quentes de verão, a olhar para o céu e a apreciar o voo dos pássaros, lá no alto. Deve ser uma sensação única poder ter asas, ver o mundo de cima, apreciar novas perspectivas e aprimorar a arte de voar, pensava a menina.

Nos seus desenhos, fazia sempre alguns pássaros, ao longe, em forma de “v”, que mais abertos ou mais fechados, criavam uma revoada. Até que passou dos lápis para os livros e reparou que um livro aberto também tem a forma de um pássaro. Duas metades para cada lado, duas asas. Ler era, afinal, uma forma de voar, de ver as histórias de cima e ganhar novos mundos. 

Finalmente, a menina começou a escrever. Primeiro, criou as suas histórias, depois, os seus poemas. Apanhou o gosto pela rima, foi melhorando a arte de juntar palavras e criar significados que toquem no coração das pessoas, ora leves, como um planar de asas, ora acutilantes, como o mergulho certeiro de um pássaro no oceano.

Aprendeu que a escrita também pode ser uma gaiola que nos aprisiona, caso nos deixemos levar em demasia pela forma e pelas críticas – as dos outros e, as piores, as nossas.

Chegou a pensar que lhe tinham cortado as asas, mas era tarde demais. Já tinha aprendido a voar. E tal como os pássaros são livres porque voam, a menina, agora mulher, é livre porque escreve.

 

Alice Barcellos escreve aqui

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Reflexão - Alexandra

23
Jan20

Ainda não tinha feito a reflexão do desafio porque queria ler tudo antes de o fazer. Mas ainda não consegui ler tudo (mas vou ler, prometo) e acho que hoje é o dia certo para a reflexão.

Foi um gosto participar nesta empreitada.

Ao início parecia que para mim era impossível participar de uma forma que não me envergonhasse num desafio de escrita criativa, foi com surpresa que fui vendo que conseguia desenvolver os temas em mais do que três palavras e em vez de me envergonhar, tenho até bastante orgulho de alguns textos, modéstia à parte. 

Mas não foi isso o melhor do desafio.

Bom foi ter como companhia, para além dos pássaros da minha vida, outros que se juntaram a esta brincadeira. Foi bom entrar no ninho de cada um, alguns que eu nem conhecia, ver como escrevem, como são... Cada forma de dar a volta ao tema, cada comentário trocado, cada momento foi maravilhoso.

Em vez de "problemas, só problemas" (foi assim que nasceu o tema 1) este desafio só me trouxe coisas boas. 

Obrigada companheiros de viagem.

Aos que começaram e ficaram a meio, aos que conseguiram chegar ao fim mas ficam por aqui, aos que estiveram o tempo todo e vão à segunda volta:

É um prazer voar convosco.

Alexandra escreve aqui

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