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Desafio de Escrita

Tema #16

03
Jan20

já se inscreveram no segundo desafio?

 

Para a 16ª e penúltima semana convidamos os participantes a escrever sobre o tema:

Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer

As regras foram simples: em língua portuguesa (com ou sem acordo), prosa ou poesia e, no máximo, 400 palavras.

Podem ir visitar os blogs dos participantes abaixo listados para conhecer os textos que foram agora publicados ou podem, nos próximos dias, conhecê-los aqui.

 

3ª Face escreve aqui

A Gorda escreve aqui

Alexandra escreve aqui

Ana de Deus escreve aqui

Ana Sofia Neves escreve aqui

Belinha Fernandes escreve aqui

Biiyue escreve aqui

Bla Bla Bla escreve aqui

Caracol escreve aqui

Catarina Reis escreve aqui

Charneca em Flor escreve aqui

Coiso escreve aqui

Drama escreve aqui

Fatia escreve aqui

Fátima Cordeiro escreve aqui

Gabi escreve aqui

Happy escreve aqui

Inês Norton escreve aqui

Inês Pereira escreve aqui

Insensato escreve aqui

Isabel Silva escreve aqui

Joana Rita Sousa escreve aqui

José da Xã escreve aqui

Just escreve aqui

Lara Monteiro escreve aqui

Magda escreve aqui

Maria escreve aqui

Maria Araújo escreve aqui

Mia escreve aqui

Miluem escreve aqui

Miss X escreve aqui

Mula escreve aqui

Osapo escreve aqui

Outra escreve aqui

Pó de Arroz escreve aqui

Sarin escreve aqui

Silvana escreve aqui

Sónia Figueiredo escreve aqui

Triptofano escreve aqui

 

E esta semana tivemos a participação especial do David Marinho que escreve aqui

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Tema #15 Insensato

03
Jan20

O Pai-Natal há muito solicitou a reforma. Demência e artrites várias não foram razões suficientes para que o Governo português agilizasse o processo com a rapidez necessária. Afinal, ele não se dedicou à política, nem manteve conhecimentos em certa orla social. O deferimento foi conseguido já no mês de dezembro, o que desesperou Rodolfo, incumbido de recrutar um novo sujeito para o cargo, independentemente da nacionalidade

Não foi difícil divulgar a vaga de emprego. Os candidatos logo surgiram, em grande número, para tão curto espaço de tempo, entre homens e mulheres repletos de energia, esteroides e algum botox. Na fila de espera, as conversas divergiam entre aqueles que temiam tornar-se “porcas”, com a chegada da época natalícia, sem acesso ao ginásio e os que receavam a ausência de internet móvel, por forma a divulgar as fotografias das funções, nos diferentes lugares. Isto, sem esquecer a falta de tempo para as “nudes”, testar e divulgar mil e um produtos de cosmética, sem quaisquer conhecimentos.

De repente, sem qualquer alerta vermelho prévio, a depressão Elsa instalou-se.

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Perante ventos e chuvas fortes, a maioria dos candidatos buscou auxílio nos pais, alguns deles sem poder vislumbrar o merecido descanso, já que o mimo excessivo, outrora dado, tornou-os escravos das suas crias. Não obstante a idade e a fase adulta, molhar as roupas ou as botas, não poder exibir os modelos e o corpo, combinados com a traje, levou à desistência de outros. Alguns deles, apesar das adversidades do clima, aproveitaram para tirar algumas fotos no rio Mondego, fazendo referência, nas redes sociais a Veneza.

Para dificultar ainda mais a árdua tarefa de Rodolfo, perante candidatos tão inusitados, cuja palavra “vergonha”, proferida na Assembleia da República, ecoava na sua cabeça, um apagão fez-se sentir. O vento embalou muitas famílias, de velas acesas, durante o jantar. Em muitos pontos do país, o espírito de natal disseminou-se, considerando outros tempos, com as famílias a conversar, algumas com o som do rádio, enquanto saboreavam os alimentos e a presença dos seus elementos. Neste ano não houve Pai-Natal. Perante as adversidades, o estado da calamidade e a ausência de tempo, Rodolfo reabrirá as candidaturas no próximo ano. Entretanto, há que consciencializar a população para esta quadra, uma vez que têm vindo a aumentar os sem-abrigo, a fome, a futilidade e a falta de respeito pela natureza.

 

Tema da semana: O Pai Natal decidiu reformar-se e as entrevistas começam esta semana. Descreve uma dessas entrevistas na perspectiva do recrutador de recursos humanos: A Rena Rudolfo.

Insensato escreve aqui

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Reflexão - Charneca em Flor

03
Jan20

 

Os Pássaros fizeram a proposta mas eu tenho andado muito ocupada e ainda não tinha tido a oportunidade. O Natal e a minha viagem de fim de ano ocuparam todo o espaço disponível na minha cabeça. Comecei a escrever este texto no Aeroporto Saint-Exupéry em Lyon enquanto esperava o voo que me trouxe de volta a Portugal. E que sítio seria mais inspirador do que um Aeroporto que carrega o nome de um dos meus escritores favoritos?

Agora indo ao ponto que me leva a escrever este desabafo, o Desafio de Escrita dos Pássaros tem sido muito enriquecedor por vários motivos. Embora sempre tenha gostado de escrever, esta foi uma prova de fogo que me fez sair, muitas vezes, da minha zona de conforto com os temas que foram sendo propostos. Semana a semana aprendi muito sobre mim e sobre a minha forma de escrever.

Em primeiro lugar, foi um desafio à minha capacidade de síntese porque foi muito difícil para mim que todas as ideias coubessem em 400 palavras, apenas. Apercebi-me que utilizo um vocabulário muito limitado. Tendo em conta que a língua portuguesa é tão rica, é uma pena não escrever com um maior número de palavras diferentes. Outro facto interessante, foi a constatação da minha insegurança embora isso não tenha sido uma grande surpresa. Quando leio os outros textos não consigo deixar de comparar a qualidade da minha escrita com a dos outros participantes. Na verdade, acompanhar as partilhas dos outros autores faz-nos imergir num verdadeiro banho de talento literário. E, na minha opinião, eu fico sempre a perder. Eu sei que este desafio não é um concurso mas não consigo evitar. Na verdade, acompanhar as partilhas dos outros autores faz-nos imergir num verdadeiro banho de talento literário. Estou a contar que algumas gotas desse talento cheguem até à minha humilde pessoa,

Seja como for não será a minha insegurança que me fará parar. Contem comigo e com as minhas limitações para o Desafio de Pássaros parte II.

 

 

 

Charneca em Flor escreve aqui

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