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Desafio de Escrita

Tema #2 - Vespinha

22
Set19

O amor e um estalo (ou, para mim, o amor é um estalo)

Foi já há largos anos, mas recordo essa noite como se tivesse sido ontem. Estava já deitada, ele ainda não tinha chegado, mais uma vez atrasado no trabalho, ou não. Na escuridão do quarto, já deitado ao meu lado, sem coragem de me olhar nos olhos, disse-me que era o fim. O pai precisava dele, já não gostava de mim, e queria abrir caminho aos dois para refazermos a vida como quiséssemos. Não queria que perdêssemos mais tempo.

Nessa noite ainda ficou em casa, dormiu como sempre, enquanto eu, de olhos abertos, ainda pensava que vivia um pesadelo, com a ajuda do escuro da noite. De manhã saiu, para fazer qualquer coisa prática, e eu saí logo de seguida, numa fuga daquela realidade.

Só voltei a vê-lo uns dois meses depois, cumprimentou-me como se nada fosse, bem-disposto e sorridente, novamente acompanhado embora nunca mo confessasse.

O amor da minha vida deu-me um estalo, um estaladão, e depois mais outro, e tantos outros depois disso. Estalos sem mão, que são os que doem mais e que marcam para sempre.

 

Tema da semana: Amor e um estalo

Vespinha escreve aqui

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Tema #2 - Inês Norton

22
Set19

Três da manhã, ele finalmente adormeceu, cuidadosamente Ana Maria saí da cama, veste-se silenciosamente, uma arte que aperfeiçoou desde que casou com aquele homem violento, passa pela sala, dirige-se ao bar, “rouba-lhe” umas três garrafas do vinho premiado dele, um copo, pega na carteira e na mala sos, que há dois anos a esperava, com roupas, dinheiro, documentos, e alguns dos poucos bens inestimáveis, escondida por baixo do sofá velho onde já ninguém se sentava, pega na chave do carro e sem fazer barulho sai definitivamente daquela casa. A casa que ela sonhou ser um lar…

Quarenta e cinco minutos depois, no meio da escuridão, usa o telemóvel para iluminar o caminho até aquela praia escondida onde nunca havia estado e onde sabia que por mais tempo que ali estivesse ele não a iria procurar. Assim que achou um lugar que lhe pareceu confortável, sentou-se na areia gelada, tirou uma das garrafas que trazia na mala, o copo, abriu-a com um truque aprendido no primeiro emprego e ficou ali a saborear o vinho e a escutar o som calmante do mar que ainda não conseguia ver naquela escuridão.

E pensou: "como foi que cheguei aqui?”. É engraçado como a vida nos dá muitas vezes o contrário do que mais queremos, ela pedira para ter amor, e a vida respondera com um estalo. Uma e outra vez. Primeiro foram os pais, que de fora pareciam amá-la mas que só amaram o jogo e não hesitaram em a deixar só e financeiramente arruinada. Depois este homem para quem correra tão carente como um cachorro abandonado, pensando que não merecia melhor, e que era tão dado a fúrias que a usava como saco de pancada, e com ela ferida, a violava com prazer.

Ainda nem tinha quarenta anos e sentia-se sem vida, por isso e com uma clareza imprópria do vinho que ia bebericando, ela tomou uma decisão. Ia desaparecer, sair do país e reconstruir-se num novo lugar onde ninguém esperaria que estivesse, e aí iria viver o resto da vida, só mas feliz, porque o maior amor que precisava era o dela própria, e nunca mais iria se magoar, pois aquele olho negro era o último estalo que iria receber da vida.

Quando se levantou, o Sol nascia…

Tema da semana: Amor e um estalo

Inês Norton escreve aqui

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Tema #2 - Lara Monteiro

22
Set19

- Bateu-te outra vez? – era a segunda vez que via Carolina nessa semana. E era a segunda vez que a via com óculos escuros e a cara magoada.

- Já não sei o que fazer… Ao início éramos tão felizes. Deixei tudo por ele. Amo-o mais do que tudo. Mas agora, por qualquer coisa, enerva-se. Acho que deve ter problemas no trabalho e não me conta porque não me quer preocupar…

- Carolina. Abre os olhos. Estás a ser vítima de violência doméstica. Estás constantemente a sofrer abusos físicos. E não interessa se ele está com problemas, tu não tens culpa disso! Por favor, eu vou contigo fazer queixa e podes ficar comigo em minha casa. Sabes que te adoro e somos amigas há muitos anos. Não posso compactuar com esta situação.

- Oh Maria… eu amo-o. Eu não posso deixá-lo. Apesar de não entender o porquê de ele me fazer isto, acredito que é uma fase menos boa da nossa relação que vamos conseguir ultrapassar. Não o posso abandonar…. – Maria já estava a chorar. Sabia que no fundo a amiga Carolina tinha razão. Mas aquele homem era o homem da sua vida.

- Carolina, sabes que já morreram quase 20 mulheres vítimas de violência doméstica, este ano, só em Portugal? Não posso deixar que qualquer dia faças parte deste número!!!

- Eu sei. No fundo eu sei… mas como posso deixá-lo? Afastei-me da minha família por ele, afastei-me dos meus amigos por ele… e, apesar de tudo, continuo a amá-lo.

- Eu vou contigo fazer queixa. E faremos de tudo para que ele não se volte a aproximar de ti. Sabes que, como advogada, irei ajudar-te em tudo. Estou aqui como sempre estive.

Maria deu-lhe a mão. Também ela chorava agora. Já lidara com muitos casos destes mas ser uma das suas melhores amigas não a deixava indiferente.

Levantaram-se e caminharam em direcção à Policia. Para Maria, seria o apresentar de uma queixa em nome da cliente. Para Carolina, seria um passo para mudar o seu rumo. Para não ser a próxima manchete das notícias. 

 

Tema da semana: Amor e um estalo

Lara Monteiro escreve aqui

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Tema #2 -Sarin

22
Set19

uliana lopatkina.jpg

O amor e um estalo

O filho a cair-lhe nos braços e o seu amor a estalar-lhe no peito, de tão imenso rasgando-lhe o coração e o mundo. Descobriu, mais do que decidiu, ser agora daquela coisa minúscula e engelhada que chorava e cheirava a sangue, ao seu sangue, que lhes corria no corpo e ainda o cobria.

Deu-lhe pela noite peito e atenção, dorme, filho, foi-se embora o papão.

Contou-lhe os passos prendendo-o em si, vem, filho, a mãe está aqui.

Afagou-lhe maldades e enganos da rua, a culpa sei, filho, não pode ser tua.

Limpou-lhe lágrimas mais leves por hora, não chores, filho, que um homem não chora.

Tirou-lhe as canseiras de homem-criança, deixa que eu faço, filho, descansa.

Embalou-lhe os azares que não sortes do amor, esquece, filho, tens direito a melhor.

Sofreu-lhe as derrotas num alento incansado, anda, filho, o mundo é malvado.

Ouviu-lhe a palavra gritada, ruim, tem calma, filho, não fales assim.

Percebeu-lhe a fúria agitando-lhe a mão, cuidado, filho, que caio ao chão.

O punho a cair-lhe no peito e o seu amor a estalar-lhe os braços, de tão imundo rasgando-lhe o coração imenso. Descobriu, mais do que sentiu, ser agora aquela coisa minúscula e engelhada que chorava e cheirava a sangue, ao seu sangue, que lhe escorria do corpo e já a cobria.

Nota de rodachão: À diversidade da Língua Portuguesa tenho amor e um estalo dou ao AO90.

Imagem: Uliana Lopatkina dançando “A morte do cisne”

(coreografia de Michel Fokine, música de Camille de Saint-Saëns)

Tema da semana: Amor e um estalo

Sarin escreve aqui

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Tema #2 - Sónia Figueiredo

22
Set19

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Maria conheceu o Rui na faculdade, e começaram a namorar. Estavam tão apaixonados que viviam um para o outro, Maria, já não ia beber uns copos nem a jantares de curso com os seus colegas. Rui estava sempre disponível para ela, e assim ela retribuía esse amor. Quando ele propôs irem viver os dois para o mesmo quarto, para pouparem dinheiro e passarem mais tempo juntos, Maria achou que fazia sentido. E assim também acabou por deixar de estar com as amigas.

Quando resolveram casar, Rui propôs uma festa íntima, só com a família mais chegada, para pouparem. Maria concordou, afinal ele estava a pensar no futuro de ambos.

Foram de lua de mel. O rapaz que servia bebidas foi simpático com Maria, como era com todas as clientes que servia na piscina daquele hotel e Rui ficou furioso. Maria não entendeu a sua reacção e ele explicou que se ela não tivesse aquele biquíni tão reduzido não teria os homens todos a olhar para ela. 

Maria era uma rapariga linda, alta, corpo atlético, de cabelos longos ondulados e pele morena. Maria concordou e mudou para um fato de banho mais fechado. 

Antes do jantar, Maria vestiu um lindo vestido branco, de alças finas onde realçava toda a sua beleza. Ao atravessar o átrio todos os homens olhavam para ela. Rui enfureceu-se, e nem chegaram à mesa, agarrou-a com toda a força por um braço e regressaram ao quarto. 

Maria ainda suplicou e disse que a estava a magoar e perguntou: O que se está a passar? Ao que ele responde: Onde é que tinhas a cabeça para ires vestida assim? Maria continuava sem entender. Queres o quê? Deixar-me louco, ou apenas sentes prazer em te comportar como uma prostituta? Ela pensou que ele estava louco e sem demoras disse que ia jantar com aquele vestido, mesmo que sozinha, seguindo em direcção à porta, onde não teve tempo de chegar. Rui num acto de fúria deu-lhe um estalo, arrancou-lhe o vestido e disse, agora se quiseres já podes ir, se é o corpo que queres mostrar aos outros, então mostra tudo de uma vez. Maria estava no chão a soluçar e ele então pediu-lhe desculpa e ela perdoo-o.

Passados 10 anos, Maria perdera o brilho nos olhos, estava só, deprimida e levava sovas do marido quase todos os dias. E tudo começou com um estalo por amor. 

 

Tema da semana: Amor e um estalo

Sónia Figueiredo escreve aqui

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Tema #2 - Joana Rita

22
Set19

o amor e um estalo? de certeza que é este o título? não falta ali um acento? 

o amor É um estalo. 

naaaa, deve ser mesmo "e um estalo". 

como se o amor não fosse uma estalada nas fuças, por si. 

Captura de ecrã 2019-09-16, às 18.48.19.png

pasteladas 

gostamos de pintar o amor de cor de rosa e de outros tons pastel. no amor há cores que ficam bem com os tons das borboletas (que se sentem na barriga) e com as toalhas do piquenique romântica que ela te propõe. há cores que ficam bem com a primeira vez em que os dedos se entrelaçam. há cores que ficam bem com o tom ternurento com que se diz "bom dia" depois de uma noite de partilha dos corpos. há cores que ficam bem com o primeiro jantar a dois.

estaladas 

no amor também há estalos. o estalo da realidade, que nem sempre torna o amor possível. é o indivíduo que mora longe demais, é a mulher dele que não sai do retrato, é a filha irritante que não vai à bola contigo. é a incompreensão perante a falta de ternura pela manhã. é a vontade de não dizer sequer bom dia, por não sabermos o que de bom nos vai trazer o dia.

camadas

o amor não é uma coisa ou a outra.é um conjunto de camadas, de cores, de estalos, de risos, de trincas, de suores, de choro, de partilhas, de momentos a sós. E "não há nada mais sexy que dizer a verdade". às vezes, dizemos a verdade à estalada. 

fotografia Josh Felise / Unsplash

 

Tema da semana: Amor e um estalo

Joana Rita Sousa escreve aqui

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Tema #2 - Maria Araújo

21
Set19

Quando li o título deste segundo texto, comentei para o meu decote: um amor e um estalo?

Pá, um estalo é um gesto "violento", isto é, nos dias que correm em que a violência é falada nos media e nas redes sociais, um mais forte pode deixar-nos caídos no chão!

Tendo o vocábulo outros significados, como por exemplo "estalar de riso", ou na gíria "partir a moca a rir" , lembrei-me de uma história verdadeira que me contaram há anos.

Nuno, 25 anos, moreno, estatura média, olhos e cabelo castanhos, corpo elegante, um sorriso com covinhas faziam perder a cabeça das raparigas.

Nuno amava Laura, queria casar. Ela, apaixonada, também, precisava de estabilidade, dizia que ainda não chegara a hora.

Num dia de Verão, Nuno tinha uma saída de trabalho, ligou para Laura que passava férias com a família numa das praias perto da cidade.

Laura levou-o a casa para tomar um café. Gerou-se um clima, os beijos e as carícias levaram-os para a cama.

Contudo, Laura estava sempre atenta a algum ruído externo, a coisa não estava a correr como desejara, pressentiu um movimento, parecia-lhe que alguém da família estava por perto: "Vem aí alguém!"

À pressa, Nuno vestiu as calças, ela, o vestido de praia, foram para a pequena sala que fazia de hall e, algo tensos, sentaram-se a conversar.

Mas ninguém entrara, tudo ficou calmo, o susto passara, resolveram sair de casa. Antes disso, Nuno pediu para ir à casa de banho. De repente, Laura ouve um grito. Aproximou-se, vê-o com a mão na braguilha e a gemer de dor. O fecho prendera-se na pele da sua pila.

Com jeito e calma, Laura ajudava-o a puxá-lo, ora para cima, ora para baixo, escapava-se um grito, ele pedia que fizesse devagar: " esta merda dói, caralho!", queixava-se.

Laura sentia dó dele, mas ao mesmo tempo esforçava-se por conter o riso de tão caricata cena.

Depois de várias tentativas, o fecho cedeu. Nuno suspirou de alívio. A marca vermelha na sua pele era visível. E Laura libertou a gargalhada que tanto queria.

- Nuno, onde estão os boxers?!

- Ora, Laura, os boxers ficaram em cima da cama! Com o susto nem me lembrei de os vestir. E já reparaste que tu não vestiste as cuecas, também?

E em uníssono, soou naquela casa um amoroso estalo de riso.

 

Tema da semana: Amor e um estalo

Maria Araújo escreve aqui

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Tema #2 - Just Smile

21
Set19

O amor e um estalo

        «Rita, 19 anos e o namorado de 7 meses terminou a relação porque “não sou a tua prioridade”. A Rita passou os dias que se seguiram a chorar que nem uma madalena porque achou que o mundo tinha terminado, porque o amor da sua vida a tinha abandonado e ela achava que tinha sido a pior namorada de sempre. “Devia ter estado mais com ele, devia ter saído menos com as minhas amigas e feito mais as cenas dele”, estes eram os pensamentos mais recorrentes. Ele tinha terminado a relação da forma perfeita, culpabilizando um, descartando qualquer tipo de responsabilidade fosse sobre o que fosse. A culpa era dela!»

         Isto foi o que a Rita pensou e fez após o término de uma relação curta, mas que por ser a primeira lhe marcou o coração. O primeiro amor fica sempre marcado na memória, mas o que a Rita deveria ter feito era ter escrito uma carta a agradecer o facto de ele ter colocado um fim naquela relação.

         “Obrigada. Obrigada por teres acabado a relação que ainda não tinha compreendido que era necessário ser terminada, afinal ainda não tinha compreendido o quão egocêntrico consegues ser.

          Obrigada Rodrigo. Agradeço o facto de me teres relembrado que realmente é necessário manter-me como a principal prioridade na minha vida e que essa é e será a melhor decisão que tomarei na minha vida, ser a minha própria prioridade. E sabes? Já nem sabia que o fazia, mas ainda bem que não cheguei àquele ponto em que vivo apenas para alguém que não eu própria. Nunca ouviste dizer que só gostarão de ti se gostares de ti primeiro? Ainda que me coloque como uma prioridade e em que atingir os meus objetivos é tão importante como estar contigo. Estava numa relação que achava que o mais importante era ter um companheiro que me apoiasse e até eu a ele, para alcançar as conquistas de cada um, mas afinal apenas querias alguém que te lambesse os pés e estivesse disponível 24/7 para ti. Pois, tens toda a razão, essa não sou eu e sinceramente? Espero que já não existam mulheres assim e que todas tenham tanto amor próprio e tanto desejo de realização como eu!

           Obrigada Rodrigo por este fim me relembrar de quem necessito de ser. Obrigada pelo estalo que este amor me deu, fez-me acordar para a vida.” 

Tema da semana: O amor e um estalo

A Just Smile escreve aqui

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Tema #2 - Alexandra

21
Set19

O amor e um estalo

 

Ainda lhe ardia a cara, mas soube no momento daquele estalo que sentia o maior amor do mundo.


Em segundos recordou o dia inteiro, igual a todos os outros dias:
Acorda às 6 da manhã para trabalhar quatro horas naquele supermercado por um salário de merda, com aquele supervisora para quem as frentes nunca estão bem puxadas. E cheira mal, a porca.
Estuda até às 17 para acabar a porra do curso e tudo o que apresentava ao orientador da tese acabava com um "está bem, mas incompleto".
A partir das 18 faz aquelas duas horas no café a aturar o assédio dos asquerosos das oficinas e a estragar as unhas para as quais não tinha dinheiro para a manutenção.
Chega a casa e ele vai sair para ver a bola?!

- Não tenho camisa para vestir amanhã.
- Passa uma, tens mãozinhas.
- Estás-te a passar? - já alterado - Não te estou a mandar passar, se bem que só fazias bem em fazer isso.
- Não sou tua mãe.

Sabia que não o devia ter dito. A mulher já morreu há tanto tempo, mas saiu-lhe. Saiu-lhe com a mesma velocidade com que saiu o estalo que a fez cair para o sofá.


- Desculpa!! Desculpa, eu não queria... mas...
- Sai de minha casa. Acabou. Foi a última vez que me bateste.
- Já disse que não volta a acontecer. Deixa-te de dramas que não ganhas nada com isso.
- Sai.
- Vais ficar sozinha? Vá anda cá - aproxima-se e tenta um beijo - Não vais encontrar ninguém que te ame...

- Já encontrei. Agora mesmo com o teu estalo. Esteve sempre aqui. Eu.

Amo-me. 

Tema da semana: O amor e um estalo

A Alexandra escreve aqui

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